18 de mai de 2009

Dança ensina pessoas a lidar com as diferenças

Realizou-se no dia 13 de Maio, no centro comercial Dolce Vita Douro, o workshop “Dançar com as diferenças”, organizado pelo Núcleo de Alunos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas (NAERA), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Esta ação pretendeu levar a cabo uma atividade de lazer e de sensibilização. A dança funcionou como uma forma de expressão artística coordenada, onde se pretendeu demonstrar à sociedade que um tetraplégico, um cego, ou um surdo alcançam de igual modo pequenas limitações impostas pela sociedade e também pela deficiência em si.

A iniciativa “Dançar com as diferenças”, que contou com o apoio do Centro Tradutor e Interpretes de Linguagem Gestual (CETILG), consistiu num conjunto de quatro workshops de danças tradicionais “adaptados às pessoas surdas, cegas, pessoas em cadeiras de rodas e, no final da tarde, ao público em geral, não exigindo uma inscrição prévia”, explicou Abel Trigo, vice-presidente do NAERA.

A importância deste tipo de iniciativas foi realçada por Cátia Varela, professora na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Sabrosa, que salientou que “é muito importante este tipo de iniciativas” e que “é bom que toda a gente saiba que existem diferenças e saibam lidar com elas”.

Realizaram-se as danças tradicionais adaptadas à pessoa surda, que contou com a presença de um tradutor de língua gestual para traduzir toda a aula, danças tradicionais adaptadas à pessoa cega, onde foram distribuídas vendas a todos os que quiseram participar no workshop de olhos vendados, danças tradicionais adaptadas às pessoas em cadeira de rodas e danças tradicionais para todas as pessoas com ou sem deficiência.

Paulo Florindo, que possui deficiência mental, afirmou que “é preciso mais iniciativas deste género”. Um dos motivos que levou uma parte do público a assistir foi “a publicidade e a curiosidade”, referiu Telma Coutinho. A iniciativa que pretendeu “promover mais a acessibilidade em Vila Real e diminuir as diferenças que existem” teve “bastante adesão por parte do público”, sublinhou Sandrina Ferreira, estudante de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas.

Texto de Andreia Mota

Nenhum comentário: