20 de jul de 2009

Pintor que é cego impressiona médicos

Esref nasceu cego, mas é capaz de enxergar! Não apenas enxerga: pinta! E não apenas pinta: impressiona todo mundo que o conhece.
O que este homem faz ninguém consegue fazer.


Esref nasceu sem os olhos. Mas uma habilidade que ele desenvolveu desde os tempos de criança chama a atenção de todo mundo. "Esref pinta incrivelmente bem", diz um médico. "Há quem diga que ele pinta melhor do que gente que enxerga", afirma outro homem.

O incrível é que ele - que nunca enxergou nada - consegue pintar paisagens! Como é possível? O pintor-cego diz que, desde criança, usava uma tática para imaginar como eram as coisas: examinava tudo com as mãos. É o que ele tenta fazer antes de pintar. "Começo a imaginar as formas daquilo que já toquei. Traduzo, então, essas formas em forma de pintura", diz ele. "Faço, dentro da minha cabeça, um plano daquilo que vou pintar", explica. O surpreendente é que o pintor-cego usa, em seus quadros, cor, sombra e perspectiva, algo que não poderia acontecer com quem nunca enxergou absolutamente nada. Afinal, ele - que nasceu cego - não guarda nenhuma memória visual.

O pintor-cego, que vive na Turquia, enfrenta uma prova difícil: os médicos o levam até a Itália. O destino é Florença, o berço do Renascimento, a cidade dos artistas. É hora de ver se o pintor-cego é capaz de desenhar um prédio que é um desafio para qualquer desenhista: o batistério. Não é nada fácil desenhá-lo, porque o prédio tem oito lados. O pintor-cego realiza o que, para qualquer desenhista, já seria uma dificuldade, mas, para ele, é uma grande façanha.

Depois, os médicos levam o pintor-cego para um exame. Eles querem observar o que acontece no cérebro de Esref no momento em que ele pinta. Os médicos encontram uma surpresa: áreas do cérebro que não deveriam estar ativas devido à cegueira reagem de maneira extraordinária... "As áreas visuais do cérebro, aquelas que nos exames se iluminam feito árvores de Natal nas pessoas que enxergam, ficam vivas e incrivelmente dinâmicas quando ele começa a pintar", diz um médico. Conclusão: o caso do pintor-cego prova que, para formar imagens, nosso cérebro não depende apenas daquilo que os olhos vêem. Ou seja: nem toda informação visual é transmitida ao cérebro pelos olhos... O médico que o acompanhou explica: "Esref mostra que não entendemos o mecanismo da visão. Pensávamos que as pinturas são resultado de visões porque envolviam noções de distância, direção e ângulo. Agora, a gente entende que essas noções podem ser adquiridas através do tato. Podemos ter pinturas táteis, assim como pinturas visuais", observa.

O pintor-cego impressiona leigos e especialistas, mas diz que quer ser conhecido não porque é cego. Mas porque é um artista. “Quero ser lembrado como alguém que foi capaz de enxergar o mundo com a ponta dos dedos. Quero ser lembrado pela minha arte", afirma Esref.
Fonte: Fantástico

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