29 de out de 2009

São Paulo vai realizar seu 2º Seminário de Calçadas

São 30 mil quilômetros de calçadas na cidade de São Paulo, dos quais menos de 20% em boas condições de uso. Para discutir como modificar esse insólito panorama, que tanto prejudica os pedestres e mais ainda as pessoas com deficiências, será realizado em 6/11, na Câmara Municipal, o 2º Seminário Paulistano de Calçadas. Participam cidadãos, arquitetos, engenheiros, representantes do poder público e iniciativa privada.

Desde o 1º Seminário, em 2004, a cidade luta para promover a recuperação e padronização das vias de pedestres. O Programa Passeio Livre lançado em 2005, é uma dessas ações. Ele introduziu uma atualização na legislação e implementou algumas mudanças significativas.

“Retomar a discussão sobre as calçadas é estimular o diálogo para debater as perspectivas do Programa Passeio Livre com a expansão para outras cidades. Exemplos a serem seguidos em prol da mobilidade urbana, segurança e acessibilidade”, comenta Gilberto Natalini, proponente do Seminário.

O 2º Seminário Paulistano de Calçadas, patrocinado pela Associação Brasileira de Cimento Portland-ABCP, tem como objetivos promover a retrospectiva do Programa Passeio Livre e mostrar a importância de promover a acessibilidade e os benefícios que ela trás à vida dos pedestres e das pessoas com necessidades especiais.

Programação completa

Serviço
2º Seminário Paulistano de Calçadas
Data – 6 de novembro de 2009
Local – Câmara Municipal de São Paulo
Horário - 13h30 às 19h00

Inscrições gratuitas –
www.natalini.com.br
Fone – 11 3396 4405
Fonte: Viva o Centro
Imagem: Rafael Martinss

24 de out de 2009

Caraguá ganha condomínio para 3ª idade

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) iniciou o processo para a contratação de empresa para construir o primeiro condomínio em Caraguatatuba do Programa Vila Dignidade, desenvolvido pelo Governo do Estado para promover moradia digna e apoio social a idosos de baixa renda. O condomínio terá 20 casas e será erguido na avenida Jorge Burihan, Jardim Jaqueira.

Projetados a partir de conceitos do Desenho Universal, os imóveis terão sala conjugada à cozinha, um dormitório, banheiro, área de serviço e uma pequena área externa nos fundos que pode ser utilizada como jardim ou horta. Vários itens de segurança e acessibilidade foram incorporados ao projeto, entre eles barras de apoio, pias e louças sanitárias em altura adequada, portas e corredores mais largos para permitir trânsito de cadeiras de rodas, interruptores em quantidade e altura ideais, campainha luminosas, rampas e pisos antiderrapantes, entre outros.

Os recursos de acessibilidade também serão instalados nas áreas comuns para facilitar a locomoção e dar segurança e conforto ao idoso. O conjunto contará com projeto paisagístico diferenciado para proporcionar um ambiente agradável e, ainda, com salão para atividades diversas, como festas, reuniões e cursos.

Vila Dignidade
O Programa Vila Dignidade foi lançado em abril deste ano. São pequenas vilas, projetadas com casas e infraestrutura urbana adaptadas às necessidades deste segmento da população. Além disso, os moradores são envolvidos em atividades socioculturais e de lazer. Trata-se de uma ação conjunta das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads), de Economia e Planejamento, da Cultura, da CDHU, do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP), em parceria com as prefeituras paulistas.
Fonte: Vale Notícia

22 de out de 2009

Senado comemora Semana da Visão

O Senado comemora, entre os dias 20 e 23 de outubro, a Semana da Visão. A abertura oficial do evento ocorreu na última terça-feira (20), e contou com a apresentação do judoca paraolímpico Antônio Tenório. Foi montada uma exposição com artefatos produzidos por integrantes do Grupo Artes Táteis, que promove a cidadania das pessoas com deficiência visual por meio da qualificação de ceramistas, artesãos e artistas. Também houve o lançamento do livro Diário de um Transplante Ósseo - Na real, dois, da servidora pública e jornalista Larissa Jansen.

No Salão Branco, conhecido como Chapelaria, está exposta uma retrospectiva dos trabalhos das Semanas de Valorização da Pessoa com Deficiência, de 2005 a 2008. O local durante a semana abrigará um consultório para atendimento oftalmológico para o público, como parte da Campanha de Prevenção do Glaucoma. Médicos estão a postos na terça, das 14h30 às 17h30; na quarta, das 9h30 às 11h20 e das 14h30 às 17h30; e na quinta, das 9h30 às 11h20.

O evento foi promovido pelo Senado Inclusivo, o Programa do Senado Federal de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência.
Fonte: Agência Senado
Foto: Jonas Pereira

19 de out de 2009

Programa pioneiro capacita 350 pessoas com deficiência para o setor bancário

Na última sexta-feira, dia 16, o prefeito de São Paulo entregou os diplomas na formatura da 1ª turma do Programa de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário. Resultado de uma parceria firmada entre a Prefeitura, por intermédio das secretarias municipais do Trabalho e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o projeto capacitou 350 alunos com deficiência que já estão trabalhando na área. A cerimônia foi realizada no Hotel Maksoud Plaza, região da avenida Paulista.

O programa piloto é pioneiro no Brasil. Os participantes começaram a trabalhar no sistema bancário paulistano em setembro deste ano, nas funções de operador de call center, iniciante
de agência, iniciante administrativo e caixa. Os candidatos foram pré-selecionados em novembro
o ano passado, por meio do Programa Inclusão Eficiente do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Prefeitura de São Paulo. Além de auxiliar a Febraban na orientação dos primeiros passos do projeto, a Secretaria da Pessoa com Deficiência ministrou palestras aos alunos nos cursos de capacitação.


O programa foi criado com base na necessidade de os bancos se adequarem ao Decreto nº 5.296/2004, a chamada Lei de Cotas. Pesquisa realizada pela Febraban em 2006 identificou que 78,7% das pessoas com deficiência no País têm menos de oito anos de estudo, fator limitante para o desenvolvimento pessoal e profissional. Tanto é que para muitos dos alunos bancários com idade entre 18 e 65 anos esse é o primeiro emprego. Uma das diplomadas, Giovana Boni de Aguiar, 28 anos, perdeu a visão quando tinha um ano de vida. Casada, ela já trabalhou
dando aulas de música e na área de telefonia. Moradora no Parque São Rafael, Zona Leste, ela trabalha em um banco na região da Paulista. Ela discursou em nome dos 350 formandos: "Esta é uma janela que se abre e mostra que existe a oportunidade de valorizar os deficientes para que não fiquemos escondidos, vivendo à margem da sociedade. Antes da realização deste curso,
enfrentávamos uma luta muito grande. Nós, deficientes, temos nosso potencial e precisamos de uma chance".


Curso
A capacitação foi realizada em duas etapas. A primeira, denominada Aprimoramento Educacional, é destinada aos contratados que tenham ensino médio completo. Com duração
de três meses, o curso é ministrado pela equipe da Universidade UniSant'Anna. Depois desse período, os alunos receberam mais três meses de qualificação técnica, específica para o setor bancário. A outra etapa, intitulada Supletivo Ensino Médio, é voltada aos 147 participantes que não concluíram o ensino médio. A duração do curso é de 12 meses e está sendo ministrado pela equipe do cursinho da Poli. A conclusão desta turma está prevista para meados de 2010.

Fonte: SMPED

17 de out de 2009

GP de F1 terá transporte gratuito para pessoas com deficiência

A Prefeitura de São Paulo disponibilizará 20 veículos do serviço Atende para o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. O serviço é destinado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que estiverem acompanhando os treinos e a corrida deste fim de semana.

O serviço estará disponível nos dias 17 e 18 de outubro, das 6h às 18h, a partir dos seguintes pontos: Shopping SP Market, Shopping Interlagos, Metrô Jabaquara, praça da República, Aeroporto de Congonhas, praça Enzo Ferrari e estacionamento de ônibus fretados da avenida José Carlos Pacce.

O acesso desses veículos ao autódromo será pelo Portão 7 (Portão de Serviços, próximo do Lago) e o usuário será encaminhado até a respectiva arquibancada, retornando ao bolsão de origem. No caso dos usuários que adquiriram ingressos para o Setor A, o desembarque será feito na praça Enzo Ferrari, em frente do portão principal.

As arquibancadas com estruturas permanentes, localizadas no Setor M, em frente do pit stop, contam com elevadores para acesso de pessoas com deficiência, banheiros adaptados, lugares para pessoas obesas e com mobilidade reduzida, além de área reservada para cadeirantes e seus acompanhantes, com 36 lugares.

Serviço:
Pontos de atendimento do serviço Atende, para pessoas com deficiência.
Data: 17 e 18 de outubro (sábado e domingo)
Horário: 6h às 18h
Locais: Shopping SP Market, Shopping Interlagos, Metrô Jabaquara, Aeroporto de Congonhas, praça da República, praça Enzo Ferrari, avenida José Carlos Pacce.
Telefone: 2693-2572/2692-1318
e-mail: atende.eventos@sptrans.com.br

16 de out de 2009

Impostos e publicidade podem financiar acessibilidade de calçadas

Utilizar receitas da contribuição sobre combustíveis, do aluguel de espaços publicitários em mobiliários urbanos e do IPTU para tornar as calçadas de São Paulo mais acessíveis. Estas foram propostas apresentadas no seminário ‘Passeios Públicos e Mobiliário Urbano na Cidade de São Paulo’, promovido dia 22 de setembro pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida ( SMPED ).

Destinar 1% da receita da CIDE, durante três anos, para financiar ações de acessibilidade nos municípios foi a proposta apresentada por Manuel Rossitto, coordenador do Grupo de Vias da FIESP. Outra sugestão nasceu do programa Cidade Limpa. A lei, que praticamente baniu a publicidade das fachadas comerciais da cidade, abriu exceção para a exploração de espaços no mobiliário urbano. A receita obtida com esse uso poderia ser utilizada em projetos de readequação do próprio mobiliário.

O secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida defendeu o modelo de contribuição de melhorias para ampliar e financiar as ações de adequação e padronização das calçadas. Por este mecanismo, a Prefeitura poderia construir ou reformar as calçadas mais problemáticas e o custo seria incorporado ao IPTU dos moradores beneficiados.
‘Com base nas conclusões deste encontro, vamos formular uma proposta que será levada ao prefeito e debatida com a sociedade. Este é um tema que interessa a todos e não só às pessoas com deficiência. A calçada deve ser vista como um espaço privilegiado do pedestre’, conclui a arquiteta Silvana Cambiaghi, organizadora do seminário.

Fonte: SMPED

14 de out de 2009

Atividades de inclusão na Virada Esportiva crescem 41%

Cerca de 40 atividades, reunindo 11.766 participantes com mobilidade reduzida. Este foi o balanço da edição 2009 da Virada Esportiva. Um crescimento exponencial em relação ao primeiro evento, de 2006, quando apenas 300 paulistanos participaram das atividades voltadas à inclusão.

O amplo leque de opções oferecido este ano, nos dias 19 e 20 de setembro, variou de tradicionais esportes adaptados, como vôlei sentado, natação, goalball e basquete para cadeirantes, até parakart, caminhadas e dança para a terceira idade e pessoas com deficiência.
O objetivo, plenamente alcançado, foi mostrar que pessoas com e sem deficiência podem desfrutar lado a lado da emoção, do bem-estar e da alegria proporcionados pelo esporte e pelas atividades físicas e recreacionais.
Imagem: Detalhe nos pés de dois capoeiristas, um deles cadeirante.
Fonte: SMPED

13 de out de 2009

Trilha acessível é inaugurada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo

O governo do Estado de São Paulo lançou no dia 21 de setembro - Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência - o Circuito das Árvores, uma espécie de trilha acessível às pessoas com deficiência. O evento, organizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, também foi marcado pelo início do processo de plantio de mais 8.400 mudas de espécies nativas brasileiras.

O Parque Villa-Lobos, que recebe a visita de cerca de 500 mil pessoas por mês, é considerado o primeiro parque de São Paulo completamente acessível para pessoas com deficiências e está dotado de banheiros acessíveis, rampas, telefones para surdos, mapas táteis e marcações padronizadas no solo, para os cegos.

O Circuito das Árvores é uma passarela elevada que chega até 3,5 metros de altura e tem uma extensão de 120m, possibilitando a observação da fauna e flora de bosques do Parque. A estrutura é feita de madeira de reflorestamento cedida pela Estação Experimental de Itapetininga, ligada ao Instituto Florestal - IF e projetada para não impactar a vegetação do local. As espécies de árvores e aves serão identificadas ao longo do caminho.

Além do Dia da Árvore, a inauguração do Circuito das Árvores aconteceu em meio à comemoração de mais um aniversário do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Instituída em 1982, em meio a um clamor nacional pela transição do período reacionário da ditadura militar para um período de construção de uma sociedade democrática, a data é um pleito pela conscientização da sociedade sobre as necessidades, principalmente de inclusão, do segmento.Uma das reivindicações mais antigas dos movimentos e das lideranças do segmento é pela acessibilidade da pessoa com deficiência aos bens e serviços públicos disponíveis nos municípios. "Prestigiamos o lançamento do Circuito das Árvores para demonstrar o aplauso do público com deficiência à preocupação constante e crescente do Governo de São Paulo com a efetiva inclusão dessas pessoas, que também têm direito ao esporte e ao lazer, como todo cidadão do Estado", disse a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, presente no evento.

O Parque Villa-Lobos fica na Av. Professor Fonseca Rodrigues, 1.655, Alto de Pinheiros, São Paulo.
Fonte: Sentidos

11 de out de 2009

Dica de livro: A Pessoa com Deficiência e o Trabalho

Dos 65,6 milhões de habitantes brasileiros, nove milhões possuem alguma deficiência. Desse montante, 48,39% está no mercado de trabalho e ocupa funções no setor de serviços, principalmente em corporações e órgãos governamentais. Esse dado demonstra uma preocupação cada vez maior do Governo com esses cidadãos, que graças a leis e diretrizes que defendem os seus direitos, inserem-se no mercado de forma jamais vista. Projeções otimistas apontam para uma participação cada vez maior nesse cenário.

Mas, para que esse belo painel seja pintado, é necessário que o mercado e os profissionais que trabalham diretamente com deficientes físicos estejam sempre se renovando. A idéia é proporcionar as melhores estruturas e condições de trabalho para esses cidadãos.

Foi com esse pensamento que o médico Paulo Rebelo, resolveu escrever A Pessoa com Deficiência e o Trabalho. Com uma linguagem clara e a tranqüilidade e a experiência inerente àqueles que lidam há anos com esse desafio, o Dr. Paulo nos entrega uma obra rica sobre o tema.Ao longo das 136 páginas, o médico mostra como os profissionais de diversos ramos (Administração, Sociologia, Psicologia, Fisioterapia, Educação Física, etc) podem contribuir para a reintegração e reabilitação social dos cidadãos com deficiência. Para isso, o autor destaca algumas medidas como a importância da preparação do local de trabalho para receber os trabalhadores deficientes e as diretrizes para que exista um acompanhamento especial desses cidadãos em suas funções.

Conteúdo:

No Mundo do Trabalho


Com Responsabilidade Social


Doença e Trabalho


Criando Oportunidades e Derrubando Barreiras


A Pessoa com Deficiência e o Mercado de Trabalho


A Legislação e o Deficiente


Como Gerir no Trabalho Pessoas com Deficiência


A Avaliação da Saúde do Trabalhador com Deficiência


Envelhecimento e Capacidade Funcional


A Reabilitação e a Readaptação do Profissional


A Interação com o Deficiente


Para Não Esquecer





Só um comentário: Eu tive aoportunidade de ler este livro e o considero fundamental para quem tem interesse em assuntos relacionados à acessibilidade. Foi imprescindível na conclusão de meu trabalho final de pós-graduação em acessibilidade (Renata Caletti).

9 de out de 2009

Campina Grande sediará jogos para deficientes

Através do empenho da secretária de Interiorização e Ação Governamental Ana Cláudia Nóbrega Vital do Rêgo, a cidade de Campina Grande vai sediar, pela primeira vez, os Jogos Paraibanos para Pessoas com Deficiência, em sua 20ª edição. Durante vinte anos os jogos sempre foram realizados em João Pessoa, embora houvesse a vontade dos participantes em descentralizar o evento, que reúne cerca de 700 atletas de todo o Estado.

O primeiro passo para que Campina possa sediar os Jogos Paraibanos para Pessoas com Deficiência foi dado na manhã desta quinta-feira (8) quando a secretária Ana Cláudia esteve reunida com a presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência – Funad, Rosália Maria Lins Araújo, e também com o secretário estadual da Juventude, Esporte e e Lazer, coronel Francisco, além do gerente operacional do Amigão, Custódio Miranda (Totó), o diretor executivo da Funad, Ronaldo Filho, o coordenador de esporte e lazer da entidade, Jailton Lucas e Marleide Leite de Farias, da Funad local. A reunião aconteceu na sede do escritório de Interiorização e Ação Governamental e ficou acertado que os jogos devem acontecer provavelmente no início do mês de dezembro e que serão utilizados espaços como a Vila Olímpica do Complexo Plínio Lemos, a sede da APAE e o prédio do Instituto dos Cegos.

A secretária Ana Claúdia garantiu que todo o esforço será feito por parte do governo do estado para que o evento obtenha todo o sucesso desejado e que Campina Grande, sendo a primeira cidade do interior a sediar os jogos, abra o caminho para sua descentralização a partir dos próximos anos.

Os Jogos Paraibanos para Pessoas com Deficiência reúne atletas das seguintes modalidades esportivas: atletismo, futsal, natação, vôlei de areia, capoeira, judô, goalbal e basquete em cadeira de rodas. O evento acontece de acordo com a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, que assegura os direitos civis e humanos da pessoa com deficiência. Neste sentido a Funad, juntamente com a Secretaria de Interiorização e da Ação Governamental, tem como atribuição o gerenciamento das políticas que possibilitem a melhoria da qualidade de vida, o favorecimento do exercício da cidadania e a inclusão social deste segmento social, consolidando com as ações emanadas da Constituição Federal.

Ao final da reunião a secretária Ana Cláudia Nóbrega afirmou que o objetivo geral da realização dos jogos pela primeira vez em Campina Grande é “promover atividades desportivas coletivas e individuais, junto às pessoas com deficiência, visando a melhoria de vida e inclusão social, além de conscientizar os atletas sobre as suas potencialidades e capacidades de participarem em atividades competitivas, recreativas e de lazer, superando limites e vencendo obstáculos”. Uma nova reunião para concretizar de vez o evento em Campina Grande vai acontecer no próximo dia 15, à tarde, na sede da Funad em João Pessoa.
Fonte: PB Agora

8 de out de 2009

Com paralisia cerebral grave e movimentos apenas do pescoço para cima, Antônio Leme dedica-se há três anos ao esporte

A cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, terá um representante na seleção brasileira que competirá na Copa América de Bocha Adaptada. O atleta Antônio Leme, conhecido como Tó, é integrante da equipe de bocha adaptada para pessoa com deficiência de Jacareí e foi convidado pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande) para integrar a delegação do Brasil. A disputa ocorre em Montreal, no Canadá, entre os dias 24 e 29 de outubro.

Aos 44 anos, Tó joga há três anos pela modalidade BC3, categoria destinada a pessoas com paralisia cerebral severa. Ele se movimenta apenas do pescoço para cima e não fala, mas, mesmo assim, dedica-se aos estudos do esporte e trabalha como vendedor de doces nas ruas do centro da cidade, com ajuda de sua cadeira de rodas elétrica. O convite para fazer parte da seleção brasileira de bocha adaptada, que contará com 11 esportistas, surgiu após o atleta conquistar a medalha de prata no Campeonato Regional de Bocha Adaptada, disputado em agosto na cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

O atleta é um dos jogadores mais antigos da equipe de bocha adaptada de Jacareí, formada por mais seis pessoas, com idades entre 35 e 45 anos. Desde que foi criado, há três anos, o grupo treina no espaço cedido pela prefeitura da cidade, que mantém convênio com Associação Criança Especial de Pais Companheiros (Cepac), sob a supervisão de professores de educação física, que são contratados pela prefeitura para atender o time.

Leia a seguir a entrevista com o atleta que fala sobre a cerca de sua dedicação à Bocha adaptada

Como surgiu o interesse pelo esporte?
Fui convidado por uma pessoa maravilhosa, que hoje é meu treinador, mais conhecido por DUDI. Achei que seria uma forma de fazer algo diferente.

Contou com algum incentivo da família ou de amigos para praticar a Bocha?
Sim. Tive incentivo não só da família, como, também, dos amigos.

Recebe algum tipo de patrocínio para praticar a modalidade?
Não tenho patrocínio algum. Represento a Cepac e os custos que por ventura tiver correm por minha conta, a não ser quando a Cepac promove bingos e, dentre os prêmios, sempre tem algum cuja a renda é para ajudar a comprar as bolas de bocha para podermos jogar com maior estabilidade.

Com que freqüência você vem se preparando para disputar o campeonato que acontecerá em Montreal?
Treino duas vezes por semana, às segundas e quartas, no Cepac e SESI, com muita garra para ficar seguro de que vou representar bem o Brasil lá fora. Não treino mais por falta de tempo, pois trabalho nos outros dias.

O que espera desse campeonato?
Espero mostrar a todos que deficientes também podem tudo: realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos. Depois que peguei gosto por esta modalidade, sei agora que posso e vou vencer.

Como foi sua participação no campeonato que aconteceu entre os dias 16 e 20 de setembro, em Curitiba?
Foi ótimo. Fui muito bem recebido e me senti preparado para a disputa. Fui para conquistar o primeiro lugar, mas, com certeza, o terceiro lugar já me proporcionou uma grande alegria. Parabenizo o vencedor, pois mereceu ganhar. Adorei, conquistei a classificação e vou representar o Brasil com orgulho e coragem para vencer, mesmo que eu não ganhe o campeonato. Já me considero um vitorioso só pelo fato de eu ir e participar. Tudo isto mostra que ser deficiente não é ser doente e inútil, muito pelo contrário. Ser deficiente é poder mostrar a todos a nossa grandiosa eficiência

Enfim, o que o esporte representa para você?
Tudo! Ele representa garra, coragem e vida. Enfim, uma grande vontade de viver cada vez mais.
Fonte: Sentidos

6 de out de 2009

Brasília terá primeira central de atendimento a deficientes auditivos

Um convênio entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil (ICEP Brasil) vai criar a primeira Central de Libras do país. A central de atendimento poderá dar suporte técnico de comunicação às pessoas com deficiência auditiva que precisem entrar em contato com o setor público ou privado. O trabalho da Central de Libras será agendar o serviço de intérprete. O deficiente auditivo e seu acompanhante poderão solicitar o serviço via e-mail, mensagem de celular ou ligação comum. Dessa forma, pessoas com dificuldades auditivas poderão receber ajuda em bancos, hospitais, delegacias ou qualquer outro órgão que não possua intérprete de libras.

A primeira Central de Libras do país deve ser implantada em Brasília. A inauguração está prevista para novembro. A central funcionará 12 horas por dia, com oito intérpretes de sinais, cinco operadores de telemarketing e diversos técnicos trabalhando no projeto. Durante assinatura do convênio, o presidente do ICEP Brasil, Sueide Miranda, ressaltou a necessidade de um mediador no processo de comunicação do deficiente. "Dessa forma a pessoa com deficiência auditiva vai conseguir ser atendida em um hospital. Esse projeto simboliza um avanço no Distrito Federal."

Paulo Humberto Matos de Alencar, presidente da Associação dos Surdos de Santa Maria e Entorno, expressou com auxílio de uma intérprete sua opinião: "É muito importante termos intérpretes, podermos ir a outros lugares com a ajuda de alguém. Agradeço ao ICEP Brasil por esse projeto".

O Ministério da Ciência e Tecnologia vai investir R$ 350 mil nas obras da Central de Libras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,7 milhões de brasileiros são deficientes auditivos.

5 de out de 2009

Moda inclusiva

O mundo da moda perde um pouco do charme quando a gente para e pensa que, de verdade mesmo, ela não é lá muito democrática. Se você é muito alta, falta um pedaço da barra ou a calça fica larga. Se é gordinha, provavelmente fica difícil encontrar aquela blusa que viu no catálogo de moda ou na revista. E, se você tiver algum tipo de deficiência física e necessidades especiais, como acha que a moda fica?

A professora da área de Moda do Senai de Cianorte, no Paraná, Leny Pereira, parou para pensar melhor sobre isso e resolveu desenvolver roupas especiais. Depois de conhecer um menino tetraplégico, de 12 anos, ela prometeu que criaria uma roupa exclusiva para ele - e assim, quase sem querer, deu inicio ao projeto "Roupas para PcD (
pessoas com deficiência)", premiado no último concurso Mostra Inova do Senai, em junho desse ano.

Leny criou uma coleção toda adaptada para crianças e adolescentes com deficiência motora, a partir de um estudo chamado 4ª dimensão de modelagem, que observa o movimento do corpo e suas articulações. Isso significa que as peças têm detalhes que facilitam o vestir, como um recorte nas costas ou um deslocamento na costura. Os aviamentos - de plástico ao invés de ferro - deixaram as roupas mais confortáveis. Mas, mesmo com tanta novidade, não há grandes diferenças quando o assunto é produção. "Os acabamentos e costuras são os mesmos já utilizados na confecção industrial. O deslocamento não muda o processo normal", garante a professora.

Segundo ela, não existem roupas com modelagem especial para os deficientes jovens que atendam a necessidade e, ao mesmo tempo, estejam na moda, com cores alegres, estampas e cortes atuais. Hoje, a maioria das crianças com deficiência utiliza roupas de tamanho maior, com algum tipo de adaptação caseira. "Geralmente a mãe tem que improvisar, fazendo aberturas laterais para vestir com mais facilidade", afirma. O projeto foi todo elaborado para atender crianças e adolescente com paralisia em membros superiores e inferiores, além de pessoas em reabilitação pós-cirúrgica. "As peças atendem não só aos cadeirantes, mas todas as pessoas com dificuldade motora, que podem ter um comprometimento leve ou grave dos movimentos", explica.

A primeira coleção tem 12 peças, com vestido, calça, blusas e jaqueta. Por enquanto, as roupas são para crianças, mas podem ser redesenhadas para mulheres e homens. Agora, a intenção é colocar a coleção no mercado. "É uma coisa simples, mas que pode mudar a vida de uma pessoa, principalmente de uma criança" considera Leny.

Fonte: Vila Fashion
Foto: Renan Pissolatto

2 de out de 2009

Centro Cultural São Paulo tem contação de histórias para crianças surdas

Cerca de dois mil alunos com deficiência auditiva participaram da abertura do 4º Festival Esportivo e Cultural para Alunos Surdos da Rede Municipal de Ensino, no Sesc Interlagos, Zona Sul. O evento faz parte das comemorações do Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro.

Durante a cerimônia de abertura dos jogos, o prefeito de São Paulo defendeu a importância da realização do evento na formação dos alunos da rede municipal de ensino. "São dois mil alunos que têm de nossa parte um carinho especial e uma preocupação adicional por conta de suas deficiências.
O festival reúne uma série de torneios e atividades culturais e lúdicas para alunos com deficiência auditiva total ou severa. A abertura dos jogos contou com desfile das delegações, apresentação dos atletas e a cerimônia do acendimento da pira. Vinte escolas públicas, particulares e de instituições filantrópicas de São Paulo participam dos torneios de atletismo, futsal, handebol, queimada e xadrez. Além de competir em atividades esportivas, os alunos poderão atuar em oficinas de jogos e brincadeiras no próprio Sesc Interlagos.

O evento é promovido pela Prefeitura de São Paulo desde 2005, com o apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc), da Associação dos Surdos de São Paulo e da Federação Nacional de educação e com o intuito de propiciar a inclusão de crianças surdas, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) disponibilizará um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para acompanhar o evento Contação de Histórias, que ocorrerá na sala de leitura infanto-juvenil
da biblioteca Sérgio Milliet. Todo último fim de semana do mês, as atividades serão acompanhadas por um intérprete que realizará a tradução das histórias do português para a Língua Brasileira de Sinais. A participação é gratuita.

Essa iniciativa faz parte do Programa Livre Acesso do Centro Cultural de São Paulo, que promoveu, em 2008, uma mudança significativa em acessibilidade.
O local ganhou equipamentos para melhorar o acesso aos conteúdos culturais - bibliotecas, peças teatrais, cinema e exposições -, reformas e piso tátil para cegos, consolidando um
trabalho que objetiva garantir o acesso aos equipamentos culturais para as pessoas com deficiência.

Integração dos Deficientes Surdos
Um dos objetivos do festival é ampliar as oportunidades de socialização, a aquisição de hábitos saudáveis e favorecer o surgimento de novos talentos do esporte e da cultura surda, além de potencializar vivências no uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

PROGRAMAÇÃO
* Contação de Histórias
Sábados e domingos, às 14h30
Sala de leitura infanto-juvenil da Biblioteca Sérgio Milliet
Entrada franca
* Dias 3, 4, 17, 18, 31/10 e 1º/11
Encontros encantados. Com Josianne e Chico Lú. Serão apresentados dois módulos de histórias com temáticas diferentes.
Em cada módulo haverá brincadeiras de roda, cantigas e jogos de oralidade, como adivinhas, parlendas e trava-línguas.
Reis, rainhas e fadas madrinhas: A flauta mágica; A bela adormecida; A princesa e a ervilha; O sapateiro e os anõezinhos; A roupa nova do rei; e O gigante egoísta.
Contos de bichos, histórias e rabichos: O príncipe sapo; Os músicos de Bremen; A história da dona baratinha; Por que o camaleão muda de cor; O lobo e os sete cabritinhos; e Aranhas costureiras.
* dias 10 e 11
Contos de todos os cantos do mundo. Com Eliana Brogglio. Histórias: Divina providência (Minas Gerais); A velhinha inteligente (França); A princesa que nada dizia (Nepal); O falso amigo (Tibete) * dias 24 e 25
Histórias de sabedoria e encantamento - com Fábio Lisboa (educador e contador de histórias - storyteller). Histórias de diversas culturas. Algumas delas nos fazem entrar em contato com a energia ritualística dos índios brasileiros e da tradição oral indígena norte-americana.
Público: crianças de 3 a 11 anos.

SERVIÇO
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000 - Paraíso)
Sábados e domingos, às 14h30 - Sala de Leitura infanto-juvenil da Biblioteca Sérgio Milliet
Programação livre para crianças - 70 lugares. Entrada franca.
Todo último fim de semana do mês haverá contação de histórias com intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Informações para o público: 3397-4002

1 de out de 2009

Governo SP oferece cursos de capacitação gratuitos para pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência terão acesso a cursos gratuitos de capacitação profissional a partir de outubro. Ao todo, serão 1.100 vagas em 13 cursos de diferentes especialidades, que serão oferecidos pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência em 21 cidades do Estado.

A distribuição de vagas nos cursos pelo interior considerou o número de pessoas com deficiência cadastradas no programa de intermediação de mão de obra da SERT, um sistema gratuito de cadastro de vagas e currículos, denominado Emprega São Paulo (
www.empregasaopaulo.sp.gov.br).

Terão preferência na ocupação das vagas as pessoas com deficiência que ainda não tenham completado o ensino fundamental, tenham idade entre 30 e 59 anos e que tenham menor renda.
Poderão participar dos cursos todas as pessoas desempregadas com deficiência inscritas no Emprega São Paulo. O programa oferecerá bolsa de R$ 210,00 mensais, durante os três meses de realização do curso, apenas para os participantes que não recebem seguro desemprego e benefícios previdenciários continuados. Beneficiários de programas assistenciais poderão participar dos cursos, sem que exista a perda do benefício.

Os cursos oferecidos são: Recepcionista, Auxiliar de escritório, Vendedor em comércio (atacadista e varejista), Promotor de vendas, Repositor de mercadorias, Atendente de lanchonete, Operador de caixa (exceto banco), Garçom, Faxineiro, Alimentador de produção, Porteiro, Auxiliar de limpeza e Operador de Call Center (confira lista abaixo). Todos terão carga total de 200 horas, com cinco horas de aulas diárias. As aulas começarão na primeira quinzena de outubro e vão até a primeira quinzena de dezembro.

O curso de Operador de Call Center, ministrado na capital paulista, no bairro da Aclimação, será voltado especialmente para pessoas com deficiência visual e terá carga horária de 300 horas. Nesse caso, os pré-requisitos são o ensino fundamental completo e o domínio da leitura em braile ou caracteres ampliados.

Os candidatos deverão cadastrar o seu currículo no site
http://www.empregasaopaulo.sp.gov.br e, na última fase de cadastro, optar pelo curso de qualificação. As convocações dos selecionados serão realizadas por meio de correspondências encaminhadas pela SERT. O cadastro dos candidatos que não forem convocados para os cursos neste final de ano poderão ser convocados para os próximos cursos de capacitação profissional do Programa de Qualificação - SERT.
O coordenador da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, explica que, além da possibilidade de capacitação gratuita, os cadastros dos candidatos à capacitação serão úteis no mapeamento das principais carências por aperfeiçoamento profissional das pessoas com deficiência no Estado. “Poderemos verificar quais são e onde estão as maiores demandas de qualificação entre os paulistas com deficiência e procurar estabelecer mais parcerias para atendê-las”, diz.


A partir do ingresso no cadastro do Emprega São Paulo e mesmo durante o período de realização dos cursos, os candidatos podem ser convidados pelas empresas parceiras a preencherem vagas disponíveis em seus quadros. Pesquisas com egressos de cursos anteriores da SERT indicam índice de empregabilidade dos participantes superior a 50%.

Fonte: Rede Notícia