18 de jun de 2010

Horticultura Terapêutica auxilia no tratamento de pessoas com deficiência

Para auxiliar no tratamento de pessoas com deficiência física e intelectual, a Avape, Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, implantou na unidade do Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, o programa de Horticultura Terapêutica.

Inédito no Brasil para esse público, a terapia está em fase final com os primeiros grupos e já apresentam melhoras significativas, principalmente, no aspecto de relacionamento entre as pessoas com deficiência, seus familiares e a equipe técnica da Organização. Segundo Alexandra Melo, gerente da unidade, o projeto foi implantado a partir do conhecimento de um programa semelhante desenvolvido no National Horticultural Reserch Institute, da Coréia do Sul. A partir desse conhecimento, a equipe interdisciplinar da Avape formulou o projeto de acordo com as necessidades e a realidade do País. "Partimos da identificação, nos atendimentos, das dificuldades de interação entre as pessoas com deficiência, familiares e a Instituição, o que comprometia o processo de desenvolvimento reabilitacional", explica.

As primeiras turmas, formadas por atendidos e seus familiares, participaram de 12 encontros, uma vez por semana, com temas pré-estabelecidos e tendo como local de realização a oficina de jardinagem da unidade do Riacho Grande. As atividades envolveram o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais, desde o plantio até a colheita do que foi realizado no decorrer dos encontros, além de técnicas psicodramáticas, discussões, vídeos e também uso de material projetivo aplicado no primeiro e penúltimo encontro visando avaliar a evolução do grupo. Em cada atividade, a meta é desenvolver os seguintes aspectos:. Estimulo ao trabalho em grupo e cooperação mútua; Responsabilidade sobre a importância do cuidar, trabalhar conflitos e respeitar a opinião do outro; Desenvolver o senso crítico, potenciais e a criatividade; Favorecer a mudança de atitude, ampliação de experiências e enfrentamento de novos desafios.

A partir dessa experiência, a horticultura terapêutica deverá ser implantada em outras unidades da Avape. "Obtivemos excelentes resultados e as famílias nos relataram utilizar o espaço para se dedicar exclusivamente ao filho, além de se beneficiarem com a troca de experiências do grupo e levar para os ambientes familiares aspectos positivos absorvidos nos encontros", afirma Alexandra. "Dessa forma, a Horticultura Terapêutica têm sido uma forma de humanizar o trabalho, oferecendo aos atendidos dignidade e respeito. Os integrantes são ouvidos e acabam se sentindo mais acolhidos, gerando assim maior participação e envolvimento com a proposta da Organização", conclui.
Fonte: AVAPE

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