28 de jan de 2010

Viviane Senna se emociona com usuários durante visita à Funad

Os usuários da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) tiveram um dia muito especial na quarta-feira (27), quando puderam conhecer de perto a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, e prestar uma homenagem a irmã do ídolo mundial do automobilismo. O encontro aconteceu pela manhã, na sede da Fundação, durante uma visita de cortesia de Viviane Senna à presidente da Funad, Rosália Maria Lins Araújo, acompanhada do secretário de Estado da Educação e Cultura (SEEC), Sales Gaudêncio, para conhecer o trabalho de reabilitação, educação e inclusão social que o Governo da Paraíba desenvolve em prol de pessoas com deficiências. “A Paraíba está de parabéns, principalmente, na área de educação especial. Espero puder acompanhar de perto as ações da Funad e contribuir efetivamente com a inclusão social nas escolas”, disse Viviane, colocando-se à disposição para intervir diretamente nos projetos desenvolvidos pela Fundação, orientando inclusive outros parceiros que podem ser inseridos no processo, a exemplo de uma empresa de telefonia que já tem trabalhos na área de deficiência visual.

Na oportunidade, a visitante foi recepcionada carinhosamente pelos músicos/usuários da ‘Banda São Francisco de Assis’, que executaram com perfeição o ‘Hino do Senna, Tema da Vitória’, e ganhou um souvenir confeccionado pelos alunos/usuários da Oficina Profissionalizante de Marcenaria da Funad: um porta CD em forma de guitarra. “Não deixo de me emocionar a cada vez que ouço o nosso hino. Mas hoje ele tem um valor muito especial, porque está sendo tocado por pessoas especiais. Está lindo! Muito obrigada”, afirmou Viviane Senna, que também assistiu a apresentação do Grupo de Capoeira da instituição e conheceu o trabalho artesanal desenvolvido pelas mães dos usuários dentro do Projeto Família Funad.

Segundo a presidente da Fundação, Rosália Araújo, a visita da presidente do Instituto Ayrton Senna durou pouco mais de duas horas de pura emoção. “Foi lindo. Não poderíamos deixar de ressaltar a emoção que sentimos ao recepcioná-la. Não só por ela ser a irmã do nosso grande ídolo, mas pelo belo trabalho social e humanitário que tem feito”, descreveu Rosália, lembrando ainda que Senna é um exemplo de superação de limites assim como as pessoas com deficiência precisam ser diariamente.
Fonte: Click PB

22 de jan de 2010

Projeto Praia Para Todos começa domingo na Barra da Tijuca

A falta de rampas de acesso, de vagas específicas e de sinais sonoros pode tornar a ida às praias do Rio de Janeiro, um programa tipicamente carioca, numa verdadeira maratona para pessoas com deficiência. Para garantir a acessibilidade dessa parcela da população, no próximo domingo (24) a organização não governamental Espaço Novo Ser vai lançar o projeto Praia Para Todos, na Barra da Tijuca, em frente ao posto 3.

No local, já está sendo construída, com apoio da prefeitura, uma rampa de acesso. Também serão instalados piso tátil e sinal sonoro para facilitar a movimentação de cegos. Além disso, haverá profissionais e voluntários para oferecer banho de mar orientado, atividades de recreação e iniciação aos esportes adaptados, como voleibol sentado, surfe, futebol, frescobol e peteca.

De acordo com o biólogo Ricardo Gonzalez, idealizador do projeto, que era surfista até ficar tetraplégico há 12 anos, o objetivo é, além de ampliar a acessibilidade no local, chamar a atenção da sociedade para o fato de que as melhorias beneficiam não apenas quem tem deficiência, mas a todas as pessoas com mobilidade reduzida.

"Estamos fazendo um convite especial a quem também não tem deficiência para que vejam essa integração e percebam que é na diversidade que está a riqueza da vida. É preciso notar que todo mundo, em algum momento da vida, vai precisar de ajuda, de maior acessibilidade, seja quando criança, em um carrinho de bebê, ou na terceira idade, quando tiver sua mobilidade reduzida", afirmou.


Ricardo ressaltou que embora o país tenha avançado em conceitos e aplicações inclusivas ainda há muitos desafios. Segundo ele, leis que garantam o direito de ir e vir de deficientes têm sido criadas, mas ainda são cumpridas de forma lenta. "Não é só na praia, há dificuldade de mobilidade em diversos locais. No centro do Rio, por exemplo, que é onde fica a vida econômica e comercial da cidade, a acessibilidade ainda é muito precária. Esse problema é crucial para o deficiente e o impede até de pegar um ônibus para chegar num cinema, numa escola, num centro de reabilitação", acrescentou.

O projeto, de caráter itinerante, acontecerá na Barra todo domingo até dia 30 de maio, das 9h às 14h. Nos domingos seguintes ao da inauguração, as atividades seguem para Copacabana e Ipanema, na zona sul, e Piscinão de Ramos, na zona norte. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 10% da população mundial apresenta algum tipo de deficiência. No Brasil, são cerca de 24,6 milhões de pessoas.
Fonte: terra.com.br

20 de jan de 2010

Pessoas com deficiências auditivas não conseguem ser atendidas pela Central da TIM; da Anatel, MPF exige fiscalização

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou à TIM que adote todas as medidas necessárias ao pleno funcionamento dos Centros de Atendimento aos Deficientes Auditivos, que faça ampla divulgação de tal serviço e implemente o serviço das Centrais de Intermediação de Comunicação Telefônica, cujo prazo legal para criação já terminou.

O mesmo documento foi remetido à Agência Nacional de Telecomunicações, responsável pela fiscalização do atendimento ao consumidor de telefonia móvel e fixa. O MPF recomendou que a agência fiscalize e exija das operadoras de celular e telefonia fixa a implantação de plenos serviços de atendimento às pessoas com deficiência auditiva e da fala através dos Centros de Atendimento a Deficientes Auditivos e regulamente efetivamente o decreto n.º 3.298/99 (Política Nacional para a Integração da Pessoa Com Deficiência), no que tange ao setor de telefonia, o que já deveria ter sido feito há mais de nove anos.

O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, autor da recomendação, fixou prazo de 30 dias para que a Anatel e a TIM informem as providências adotadas a respeito e esclareçam o que farão para cumprir o recomendado.

O procedimento relativo à TIM foi aberto após o MPF receber, por e-mail, queixa de um cidadão com deficiência auditiva, que reclamou quanto ao acesso à comunicação da Central de Atendimento ao Surdo da TIM. Apesar de a empresa ter informado um número de telefone no qual seriam prestados serviços adequados às pessoas com deficiência auditiva e de fala, as dificuldades de acessibilidade permaneceram.

A Assessoria da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão ligou para o número indicado (11-2113-6903) e confirmou a ineficácia do "Serviço de Atendimento a Deficientes Auditivos" oferecido pela TIM.

O decreto n.º 5.296/04 determina que as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações deverão garantir o pleno acesso às pessoas com deficiência auditiva, garantindo a interoperabilidade nos serviços de telefonia móvel, para possibilitar o envio de mensagens de texto entre celulares de diferentes empresas e a existência de centrais de intermediação de comunicação telefônica para pessoas com deficiência auditiva, que funcionem em tempo integral e atendam a todo o território nacional, inclusive com integração com serviços semelhantes das empresas de telefonia fixa.

Fonte: Sentidos

14 de jan de 2010

Sancionada lei para indenização a vítimas da talidomida

A lei que concede indenização por dano moral às pessoas com deficiência física resultante do uso da talidomida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta quinta-feira, 14, no Diário Oficial da União.

Desenvolvida em 1954 pela antiga Alemanha Oriental, a talidomida passou a ser vendida livremente em vários países como sedativo, sem necessidade de receita médica. Por seu efeito de atenuar enjoos, foi muito usada por mulheres grávidas.Na época, nasceram milhares de crianças com deficiências físicas por conta da chamada Síndrome da Talidomida Fetal, com braços curtos aproximados do tronco, sem parte dos braços, sem pernas, com problemas em órgãos internos e dificuldades de visão e audição.A lei, de número 12.190, prevê como indenização o pagamento de valor único de R$ 50 mil "multiplicado pelo número dos pontos indicadores da natureza e do grau de dependência resultante da deformidade física."

Fonte: Estadão.com.br

7 de jan de 2010

Show de talentos

Superação. Essa palavra define bem o que foi a 19ª Olimpíada Nacional das APAEs, realizada de 09 a 13 de dezembro, no SESC Venda Nova, em Belo Horizonte/MG.
O evento contou com a participação de atletas das APAEs de todo o Brasil, inclusive do estado do Espírito Santo, que por sua vez, foi muito bem representado por seus 33 atletas, que aproveitaram a oportunidade para mostrar seus talentos nas modalidades de: Atletismo, Futsal, Natação, Capoeira, Ginástica Rítmica e conquistaram 13 medalhas de ouro, 12 de prata e 8 de bronze.


Parabéns a todos os atletas participantes da Delegação da Feapaes, aos familares e, especialmente, aos professores e técnicos, Natanael Conceição Goulart, Vagner Almeida Lima, Valmir Nascimento Mello, Rayanne Venturini Cancian, Marta Cristina Bastos Guarnier, Lusielda Moreira Queiros Thon e Célia Regina Cabral Vargas, pelo esforço, dedicação e empenho, sem os quais seria impossível conquistar resultados tão brilhantes.
Fonte: Federação das APAEs do Estado do Espírito Santo

6 de jan de 2010

Prefeitura de SP cria censo para pessoa com deficiência

A Prefeitura de São Paulo passará a elaborar um levantamento socioeconômico periódico da população com deficiência da cidade. O objetivo do Programa Censo-Inclusão, sancionado hoje pelo prefeito Gilberto Kassab, é, a partir dos dados coletados, elaborar políticas públicas específicas para a inclusão de deficientes.

A autora do projeto, vereadora Mara Gabrilli (PSDB), acredita que a coleta de dados da primeira edição do censo deve ser iniciada este ano. Segundo ela, conhecendo melhor a população com deficiência - estimada em 1,5 milhão de pessoas em São Paulo -, os setores de comércio e serviço, por exemplo, poderão se adaptar melhor a esse público.

"Atualmente a maioria das pessoas com deficiência não é bem-recebida pelo comércio da cidade em geral. Um levantamento como esse pode jogar luz para este potencial público consumidor, hoje praticamente ignorado", diz. Ela também destaca que com os dados do levantamento as instituições de ensino poderão dimensionar melhor seus espaços e recursos.

O censo será feito a cada quatro anos pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), que também será responsável pelas parcerias e convênios necessários para a realização do levantamento. O relatório final será chamado Cadastro-Inclusão e ficará disponível para livre consulta no site da Prefeitura de São Paulo e na SMPED.

Fonte: Ana Luísa Westphalen - Agência Estado