28 de fev de 2010

NATAL sedia congresso sobre acessibilidade

A cidade de Natal (RN) será sede da primeira edição do “Congresso Internacional de Ciência, Ética e Educação Integrada-CEEI - (Em Natal: vendo o que não se vê)”, que será realizado de 28 a 30 de outubro no Serhs Natal Grand hotel.
A expectativa é de um público estimado em 800 pessoas, entre profissionais de diversas áreas, comunidade acadêmica e sociedade em geral . Entre os temas, assuntos sobre a saúde, espiritualidade, relaxamento, atenção integral à pessoa com deficiência , inclusão social e acessibilidade, serão alguns dos temas abordados.
O congresso é organizado pela Academia Norte Rio-Grandense de Letras, com apoio na organização da Espacial Eventos , além do Natal Convention e da Secretaria de Turismo de Natal.

Fonte: Brasilturis

26 de fev de 2010

Acessibilidade apresenta novos equipamentos de auxílio à leitura

Foi realizada nesta segunda-feira (22), na Assessoria da Diretoria Geral, reunião promovida pela Comissão de Acessibilidade do TRT-SP com o objetivo de apresentar aos servidores interessados equipamentos capazes de facilitar o trabalho de pessoas com baixa visão ou limitação visual significativa. Além da apresentação destes recursos, o encontro teve como objetivo a reunião dados para informar futuro pedido de compra conjunta destes equipamentos pelo Tribunal.

Entre os recursos de tecnologia assistida apresentados estavam lupas eletrônicas, fixas e portáteis, lupas ópticas (não eletrônicas) com ampliação maior do que o de costume, além de ampliadores de tela e leitores com áudio para o computador. O Servidor Luiz Felipe Furtado Fernandes, da 61ª VT, que sofre de uma doença degenerativa da retina, com perda de parte do campo visual central, era um dos presentes na reunião, manifestando interesse especial pela lupa eletrônica apresentada. “A lupa portátil vai agilizar meu serviço quando precisar atender ao balcão na Vara. Não vou precisar mais levar o processo até minha mesa, onde já tenho uma lupa fixa instalada”, observa Luiz Felipe.

A Servidora Daniela Kovács, integrante da Comissão, comemora o resultado do encontro, observando que “mesmo que os servidores não julguem que necessitem desses recursos em um primeiro momento, foi importante este contato, pois conheceram os recursos hoje disponíveis e tiveram ciência de como funcionam, caso julguem que precisem deles posteriormente”.

Todos os servidores presentes na reunião tiveram oportunidade de conhecer e testar os equipamentos expostos e terão até o dia 5 de março para manifestarem interesse formal na utilização de algum destes. E mesmo aqueles que não estiveram presentes, mas entendam que possam ser beneficiados pelos recursos de tecnologia assistida apresentados, podem entrar em contado com a Comissão até a mesma data, através do e.mail: acessibilidade@trt02.gov.br.

A Comissão de Acessibilidade foi criada em dezembro de 2007 e tem como um de seus objetivos trabalhar em prol da inclusão plena dos servidores portadores de necessidades especiais nas rotinas do TRT-SP. “A meta é a de prover a todos os servidores condições plenas de trabalho, de forma que contribuam com o melhor de suas capacidades para os objetivos do Tribunal e não se sintam discriminados no ambiente de trabalho”, observa a Juíza Maria Eulália de Souza Pires, uma das integrantes da Comissão presentes no encontro.

24 de fev de 2010

“Eu sonho em ser comum”

Em meio aos brinquedos dos filhos gêmeos, Mateus e Mariana, de 2 anos e meio, Flávia Cintra, 37 anos, recebeu a reportagem de QUEM em sua casa, na Zona Sul de São Paulo. “Eles não param um minuto, mas essa movimentação na casa é a coisa que mais amo neste mundo”, diz ela. Assim como muitas mulheres, Flávia engravidou sem planejar e foi morar com o pai das crianças. O relacionamento não deu certo e, também como muitas outras mães separadas, ela se divide entre a rotina de trabalho, os filhos e a casa. “A diferença entre mim e você é que estou em uma cadeira de rodas e a maior parte das pessoas que vive em uma cadeira de rodas não consegue ter uma vida comum”, diz ela, que é tetraplégica desde os 18 anos. “Quero deixar de ser exceção, quero que tenha tanta gente que faça coisas incríveis com cadeira de rodas, que trabalhe, que engravide, que eu vou deixar de ser diferente. Eu sonho em ser comum.”

O sonho de Flávia e a vontade de enfrentar sua deficiência foram a inspiração para o novelista Manoel Carlos escrever Viver a Vida. Na ficção, o autor retrata a deficiente Luciana, interpretada por Alinne Moraes. Assim como na vida real de Flávia, Luciana ficou tetraplégica, mas sua condição não a impedirá de se casar e ser mãe. A intenção do autor é diminuir o preconceito por meio da novela. “Um médico chegou a quase me sugerir um aborto, dizendo que era uma irresponsabilidade minha ter engravidado. Muita gente se surpreende e fala ‘nossa, eles fazem sexo!’. Com a novela, tenho certeza de que vão pensar de modo diferente. Já está na hora”, defende Flávia.

AMOR À VIDA
Foi essa determinação que emocionou Manoel Carlos. “Fiquei fascinado com a história dela e decidi que iria tratar de superação na minha novela. Flávia tem fibra, coragem e, o que é fundamental, um amor incondicional à vida. Sem isso, teria sucumbido às dificuldades, que, tenho certeza, foram muitas. Flávia é uma dessas pessoas que lutam e vencem adversidades que nos parecem invencíveis. Que sofrem, mas não desistem. São exemplos de perseverança e que testemunham a validade e a importância da vida. De estar e permanecer vivo”, afirmou o autor a QUEM.

Flávia – que se tornou jornalista após o acidente que a deixou tetraplégica, trabalha na coordenação de um projeto de inclusão de portadores de necessidades especiais em uma universidade paulista e dá palestras a empresas sobre inclusão – foi convidada por Manoel Carlos para ensinar Alinne Moraes a se comportar em cena como deficiente. “Cheguei a pensar que não daria conta de fazer esse trabalho, porque meus filhos ainda são pequenos, mas vi que era importante para mim e para milhões de pessoas com histórias parecidas ajudar a mudar a forma de retratar a deficiência.” Flávia aconselha a atriz emocionalmente e consegue ver na televisão o progresso de seu trabalho. “Alinne realmente encarou as dificuldades e o sentimento em torno do papel. Ela está tão entregue que chega a impressionar, contraiu uma infecção renal de verdade, uma doença frequente nas mulheres cadeirantes. É uma coincidência assustadora”, disse Flávia.

Para Maneco, a experiência de Flávia foi fundamental para a construção da personagem. “Quero mostrar que é possível superar os problemas se não perdermos a esperança de encontrar um caminho plano em meio às subidas e descidas da vida. É possível ser feliz, apesar das dificuldades”, disse o autor, sobre a força de vontade de Flávia. Aos 18 anos, Flávia voltava de um feriado prolongado com o namorado, que estava ao volante. Eles não corriam e não haviam bebido, mas um corpo estirado no meio da rodovia, em São Paulo, mudou a rota do veículo e a vida de Flávia para sempre. “Capotamos várias vezes e eu fraturei o pescoço.” Na época, ela trabalhava como secretária para ajudar a mãe, Carmem, contribuía para pagar as despesas de casa e auxiliava no cuidado dos três irmãos mais novos. Bonita, alta e magra, fazia bicos como manequim de passarela nas horas vagas. “Até nisso há semelhança com a Luciana, mas a história dela não é igual à minha em tudo. Ao contrário dela, não tinha aspirações como modelo, era só um hobby.” A conduta exemplar da adolescência não saía da cabeça de Flávia quando, no hospital, recebeu a notícia de que havia ficado tetraplégica em decorrência do acidente. “Era como se eu achasse muito injusto. Eu não queria acreditar no pior.” Maneco também usou as recordações desse momento da vida de Flávia na trama. “Luciana está tendo que rever seus conceitos e reaprender a viver com todas as limitações que a fatalidade lhe deu”, afirma o escritor.

PERGUNTA DIFÍCIL
Assim como nas cenas da novela, aos poucos, na vida real, o quadro clínico de Flávia melhorava e ela começou a ter esperança. “Como recuperava alguns movimentos e a sensibilidade do corpo dia após dia, achava que fosse melhorar até levantar e andar.” No dia da alta, a jovem se encheu de coragem e fez a pergunta que lhe tirava o sono. “Eu tinha que saber se voltaria a andar algum dia.” Para surpresa da paciente, o médico disse não saber. “Aquele ‘não sei’ foi muito generoso comigo. Sair de lá com aquela esperança foi fundamental. Se ele tivesse dito ‘não’, poderia ter me afundado. Eu tenho muita sorte e tive pessoas boas a meu lado, sempre dispostas a ajudar”, diz, emocionada.

MÃE DE SANTO E ÓLEO BENTO
A volta à rotina não foi fácil. “Retornei àquela minha vida de antes, que não era minha vida de antes. As pessoas eram bem-intencionadas, mas não sabiam efetivamente como ajudar. Minha casa virou uma peregrinação. Era mãe de santo, filha de Maria, vela de não sei onde, óleos bentos por não sei quem, todo tipo de conforto religioso. Fiquei exausta”, lembra, bem-humorada. Depois de fazer um tratamento gratuito em São Paulo, Flávia sentiu que o convívio com outros portadores de deficiência foi um tanto traumático. “Encontrei muita gente acomodada à própria condição e não queria aquilo para mim. Tudo era muito ‘pra baixo’ e estava quase desistindo de pensar de maneira diferente. A deficiência era algo feio, a gente era tratado como coitadinho, e eu não gostava disso.” Antes que desistisse, ela conheceu um grupo de pessoas que pensava como ela e estava disposto a lutar pelos direitos das pessoas com deficiência.

ONU
Flávia fundou uma organização não governamental em Santos, onde morava, e lá começou o trabalho de conscientização que lhe rendeu um convite para representar o Brasil em uma convenção sobre o tema, organizada pela ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. “Voltei ao Brasil cheia de ideias, sabendo que poderia mudar tudo”, afirma, entusiasmada. “Naquela época, vinham me ajudar porque pensavam ‘coitada, condenada a uma cadeira de rodas...’. Hoje, as pessoas podem até pensar a mesma coisa, mas o sentimento principal é a indignação de não haver acesso para um cadeirante. Achei que não fosse estar aqui para ver isso acontecer. Até na novela, agora, podemos ter um final feliz na cadeira de rodas. As pessoas estão mudando, a sociedade melhorou.”

Fonte: Quem - Notícias
por Patrícia Moraes

17 de fev de 2010

Íntima Desordem - Os melhores textos na TPM

Mara é uma das mulheres mais influentes e atuantes da política brasileira. Desde a 1ª edição da revista Tpm (Trip para Mulheres), de maio de 2001, Mara tem a coluna "Um Pensamento". Nela, escreve sobre os mais diversos temas, como cidadania, política, direito das pessoas com deficiência, sexo etc.

Nesse livro, estão reunidos seus melhores textos, compondo uma análise incrivelmente completa da sociedade atual feita por uma mulher que não deixou a tetraplegia paralisar sua vida.

5 de fev de 2010

Carnaval 2010: pessoas com deficiência pagam meia-entrada no Sambódromo de SP

Uma das novidades do Carnaval de São Paulo é o aumento dos lugares reservados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Para este ano, todos os setores do Sambódromo estão com lugares reservados para esse público (até o ano passado eram três setores), totalizando 70 vagas para cada noite.

Para comprar ingressos com 50% de desconto, as pessoas com deficiência deverão comparecer pessoalmente à sala 3 do Palácio das Convenções do Anhembi (avenida Olavo Fontoura, 1.209 – telefones 2226-0432/ 2226-0646) entre os dias 26 e 29 de janeiro para fazer o cadastramento. O horário de atendimento será das 10h às 17h. Para o cadastramento, é necessário apresentar uma foto 3x4, RG (original ou cópia), além de laudo médico ou documento que ateste a deficiência.

Nos dias de desfile, os acessos serão facilitados por transporte gratuito em vans do Atende (Serviço de Atendimento Especial da Prefeitura de São Paulo), que farão os trajetos de ida e volta entre as estações Tietê e Barra Funda do Metrô e o Sambódromo, bem como do estacionamento do Parque Anhembi até o Sambódromo. A entrada nos setores também está adaptada com rampas e portões mais largos.

Os acompanhantes das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida pagam o valor integral do setor e podem adquirir ingressos para o Carnaval 2010 nas bilheterias do Anhembi, que funcionam das 10h às 17h, além de mais 7 pontos de venda ou pelo site da Ingresso Fácil.

Mais informações sobre o Carnaval de São Paulo no site www.cidadedesaopaulo.com/carnaval
Fonte: Prefeitura de São Paulo

3 de fev de 2010

Jangada acessível foi lançada hoje em Maceió

Desfrutar da beleza das piscinas naturais da Praia de Pajuçara até pouco tempo parecia ser impossível para as pessoas com deficiência física, em especial para os cadeirantes, mas hoje esta realidade é outra e Maceió ganhou nesta quarta-feira, 3, a primeira jangada acessível.

No lançamento da jangada estiveram presentes para prestigiar esta conquista o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas- Adefal Luiz Carlos Santana, o vereador por Maribondo José Batista e a vereadora por Maceió Roseane Cavalcante, todos cadeirantes.

A jangada acessível em seu primeiro dia na rota das piscinas naturais de Pajuçara foi um verdadeiro sucesso
e agradou a todos, inclusive aos turistas com deficiência que já estavam à espera por um passeio para o verdadeiro paraíso das águas.
O projeto da jangada acessível é de autoria do arquiteto e urbanista Jorge Luiz Silva com o apoio da Prefeitura de Maceió, e tem como objetivo proporcionar o acesso para os deficientes físicos realizarem o passeio às piscinas naturais da Pajuçara de forma segura e confortável.
A jangada foi projetada para cinco passageiros, destes dois cadeirantes. Mais larga e extensa do que as jangadas convencionais, a jangada acessível possui uma maior estabilidade o que garante a segurança da embarcação.

Já para facilitar o acesso dos cadeirantes até a beira mar foi confeccionado uma esteira de bambu com 5 metros de cumprimento e 1,60 m de largura o que proporciona total condição de acesso a embarcação.

Ao falar da inovação turística do projeto o presidente da Adefal, Luiz Carlos Santana destacou de forma bastante positiva a jangada acessível. “Este projeto possibilitou a nós cadeirantes desfrutar de um dos mais belos passeios
de nossa Cidade. Acredito que Maceió está dando um grande passo com esse projeto. É importante ter a consciência que acessibilidade não se trata apenas de rampas e calçadas, trata de um contexto geral onde se pensa em acessibilidade em vários segmentos como: na saúde, na educação, no esporte, na cultura e no lazer”, finalizou Santana.
Fonte: Assessoria/Adefal