29 de abr de 2010

Instituto dos Cegos inaugura o Ponto “Cultura para Ver”

O Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso inaugura o Ponto de Cultura “Cultura para Ver”, por meio do convênio SEC/MinC, nesta sexta-feira (30) às 9h30, na sede da instituição, localizada no bairro CPA 3 setor 4.
Segundo o presidente do Instituto, Ângelo Alberto Santos de Lima, o lançamento do ponto tem como enfoque principal a instalação da biblioteca com acessibilidade as pessoas com deficiência. “Seis computadores com o programa de sintetizador de vozes estarão disponíveis para atender os alunos”, afirma.
Na solenidade de inauguração haverá apresentação da banda do Instituto dos Cegos, torneios esportivos e momentos de reflexão sobre a acessibilidade. Durante a ocasião também será comemorado o aniversário da entidade, que completou 31 anos no dia 25 de abril. Atualmente a entidade, que funciona no período matutino e vespertino, atende 183 alunos matriculados na parte pedagógica. De acordo com o presidente, no processo de alfabetização braille eles abordam todas as áreas do conhecimento como Português, Literatura, Matemática, História, Geografia, entre outras.
Fonte: Gazeta Digital

27 de abr de 2010

Começa IV etapa de vacinação contra H1N1

A IV etapa da Campanha de vacinação contra H1N1 já começou em todo o Brasil. Esta fase inclui idosos acima de 60 anos que possuem doenças crônicas e na lista das doenças entram doenças do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos; pessoas com deficiência do sistema imunológico e obesos grau 3.
Em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já foram vacinadas 36,9 milhões de pessoas, ou seja, 60% e a meta é atingir 80% da população até o último da campanha, dia 7 de maio. Ainda de acordo com dados do ministério, a etapa dos jovens de 20 a 29 anos ultrapassou o total de 20 milhões de doses aplicadas (57% da meta para o grupo), as gestantes 1,76 milhões (59%); e os doentes crônicos em todas as idades 9,7 milhões (58%). Das metas atingidas, as crianças de seis meses a menores de dois anos somam 4,1 milhões de imunizados (94% da meta) e os trabalhadores de saúde 2,59 milhões (100% da meta).
A última etapa da Campanha começa no dia 10 e termina dia 31 de maio, onde serão vacinadas pessoas entre 30 a 39 anos.

Foto: Filipe Carneiro

25 de abr de 2010

Treino de cães-guia vai ganhar normas

Caminhar sem bater a cabeça nos orelhões, andar sem tropeçar nos buracos das calçadas e pegar um ônibus sem precisar dar o braço a alguém. Para quem não pode ver os caminhos da cidade - e os obstáculos que eles guardam, ter um cão-guia é como ganhar novos olhos, braços e pés para enfrentar a metrópole. Apesar da transformação que o animal causa na vida da pessoa com deficiência, conseguir um ainda é muito difícil no Brasil.

Na tentativa de aliviar o atual cenário - o País tem 5,4 milhões de pessoas com perda visual severa e cerca de 70 cães-guia, políticas públicas começam a surgir no setor. O governo federal e o Inmetro estão finalizando a regulamentação dos centros de treinamento e da prática de treinadores autônomos de cães. A previsão é que o decreto seja consolidado neste semestre. "É a partir desse instrumento que vamos organizar tudo", diz Hélcio Rizzi, coordenador-geral de projetos da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.


Em paralelo, a Universidade de São Paulo e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência estão definindo o projeto arquitetônico do prédio que abrigará a escola de instrução de animais e treinadores. Por ano, serão formados 25 instrutores e treinados 30 cães.

Estima-se que existam 12 mil pessoas nas filas de organizações não governamentais e centros de treinamento à espera por um cão. A International Guide Dog Federation, na Inglaterra, recomenda que eles sejam treinados e doados por instituições e escolas. Mas é possível comprá-los fora do País. Também há treinadores autônomos que cobram para instruir os animais.
"Vender um cão é errado, porque normalmente quem necessita de um é quem precisa se virar, trabalhar, e não tem dinheiro para comprá-lo", afirma o treinador Fabiano Pereira, da Escola de Cães-Guia Helen Keller, de Camboriú (SC).

Por causa dos custos elevados - o treinamento e o acompanhamento do animal custam, em média, R$ 25 mil, os centros vivem de doações e realizam parcerias com empresas, em busca de patrocínio, e escolas estrangeiras. Em razão desses convênios, quem traz um cão dos EUA, por exemplo, se comunica em inglês com o animal no início.
Mesmo com as parcerias, as dificuldades financeiras dessas instituições são grandes. "A situação é precária porque sem recursos é difícil continuar o trabalho", afirma Moisés Vieira Júnior, instrutor do Instituto Iris.

Para se tornar dono de um cão-guia, os interessados devem se inscrever na seleção realizada pelos centros. Não há um número oficial de escolas no Brasil, mas calcula-se que, além dos treinadores autônomos, existam cerca de dez - entre as quais estão o Instituto Iris (SP), Helen Keller, Integra (DF) e Cão-Guia Brasil (RJ). É recomendável que o candidato seja maior de idade, pois será responsável pela vida do cão, com cuidados que vão da escovação do pelo à vacinação. Após a inscrição, o interessado passa por uma avaliação que considera atividades cotidianas, como trabalhar e usar o transporte público, já que o cão deve ser destinado a pessoas com vida ativa.

Ao receber o cão-guia, a vida da pessoa com deficiência visual ganha níveis de independência e segurança antes nunca experimentados. "Não conseguia sair sozinha da minha casa e ir até o ponto de ônibus", lembra a estatística Katia Marques, de 27 anos, que é guiada por Sam, um labrador amarelo. A conquista ganha contornos ainda mais especiais para aqueles que se recusavam a usar a bengala. "Tinha horror da bengala, sempre a escondia", lembra o advogado Genival Santos, de 31 anos, que perdeu a visão aos 17. Hoje, ele, que é noivo de Katia, convive com a cadela Layla, de 4 anos. "Com a bengala, as pessoas te olham com pena, porque ela te expõe como deficiente", explica a técnica de vendas Érsea Alves, de 55 anos. "Agora, elas olham para o Toby", conta ela sobre seu labrador de 3 anos.

A dimensão do vínculo afetivo criado entre o dono e o cão-guia, segundo os usuários, é difícil de compreender. "É a forma mais pura de amor. É uma parceria, uma parte de você e um amor de pai para filho", resume o repórter do Estado Lucas de Abreu Maia, que é guiado pela cadela Annie há 6 anos.

Quando o adestrador George Harrison, que toca o projeto carioca Cão-Guia Brasil, foi entregar ao dono a cadela Raíssa, o primeiro cão do programa, teve uma surpresa. "Descobri que se tratava de uma comunidade de baixa renda, um espaço geográfico caótico, sem calçada, meio-fio ou asfaltamento." O resultado: teve de treinar novamente Raíssa, que hoje guia o músico Antônio da Silva, de 21 anos.

Além da logística difícil da cidade, os novo usuários ainda têm de se adaptar aos insistentes pedidos de pessoas que querem brincar ou fazer carinho no cachorro - o que não é recomendável, porque o animal não deve se distrair do "trabalho" de guia.
Porém, apesar da curiosidade, muitos enfrentam preconceito. "Já chamei a polícia em um restaurante e fui agredida no metrô por uma mulher que achou um absurdo ter um cão no vagão", diz Daniela Kovacs, de 30 anos, companheira do labrador Basher há quase 3.
Texto: Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

22 de abr de 2010

Bento Gonçalves é referência para pessoas com deficiência

O campus Bento Gonçalves do Instituto Federal do Rio Grande do Sul é um centro de referência no atendimento a pessoas com deficiência. Desenvolve diversas ações que incluem e facilitam o dia a dia de deficientes visuais, cadeirantes e surdos.

Na escola foi elaborado o protótipo de uma habitação universal, que funciona como casa adaptada para pessoas com deficiência. Na cozinha, por exemplo, todos os puxadores de armários têm os nomes dos mantimentos escritos em braile, beneficiando os deficientes visuais. A geladeira é um pouco mais baixa, de altura apropriada para um cadeirante. No banheiro não há boxe fechado e o piso foi rebaixado para facilitar a entrada de cadeirantes. Para que eles possam se apoiar, foram fixadas barras de ferro nas paredes.

Acessibilidade – Há também, no campus Bento Gonçalves, uma rotuladora que identifica em braile garrafas de vinhos e de sucos. Futuramente, servirá para produzir embalagens e etiquetas. Outra ação desenvolvida pela unidade da serra gaúcha é o gerenciador de conteúdos acessível, que auxilia na produção de sítios acessíveis às pessoas com deficiência. A ferramenta foi concebida em parceria com a rede nacional de pesquisa e inovação em tecnologias digitais (Renapi) da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).

No campus Bento Gonçalves, três deficientes visuais e três alunos com déficit intelectual estudam em cursos regulares. Já nos cursos de capacitação, há 12 alunos que praticam Goall (esporte adaptado para deficientes visuais, que utiliza uma bola que emite ruídos). Na habitação universal são atendidos atualmente um aluno autista, três deficientes visuais e um aluno com déficit intelectual. Em breve, serão atendidos alunos surdos também.

De 26 a 28 de abril, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul sediará o segundo encontro regional sul dos núcleos de atendimento às pessoas com necessidades especiais.
Fonte: Portal MEC

20 de abr de 2010

Livro que aborda o Desenho Universal será lançado em São Paulo, na Livraria da Vila

No dia 03 de maio será lançado o livro Desenho Universal - Caminhos da acessibilidade no Brasil, na livraria da Vila-Lorena, em São Paulo. A publicação de autoria de Adriana R. de Almeida Prado, Maria Elisabete Lopes e Sheila Walbe Ornstein reúne 22 textos de profissionais, pesquisadores e professores de todo o Brasil.

Em suas 306 páginas, a obra aborda temas como o ensino e a pesquisa do Desenho Universal nas escolas de arquitetura, engenharia, design e a interação de todo e qualquer cidadão-usuário com o desenho da cidade e sua arquitetura, tendo em vista possíveis limitações físicas ou cognitivas. Organizado em quatro capítulos - Conceituação e Procedimentos Metodológicos; Ambientes para a Moradia e para a Educação; Políticas de Acessibilidade: edilícias, urbanísticas, de transportes e de turismo; e Gestão no Processo de Projeto.

O livro tem prefácio do Prof. Dr. Wolfgang F.E. Preiser, co-editor do Universal Design Handbook (Mc Graw Hill, 2001), que apresenta, numa perspectiva internacional, a literatura, os principais eventos científicos e aplicações do Desenho Universal em termos de produtos, ambientes urbanos construídos e em uso.

Lançamento:
Dia 03/05, segunda-feira, das 19h às 22h.
Alameda Lorena, nº. 1731 - Jardim Paulista - São Paulo - SP.
(11) 3062.1063
Desenho Universal - Caminhos da acessibilidade no Brasil
Formato: 16 x 23 cm, 306 páginas
ISBN: 978-85-391-0055-2
Publicado por Annablume Editora

Fonte: Sentidos

18 de abr de 2010

Tecnologias adotadas para Olimpíadas poderão melhorar acessibilidade de deficientes, diz Vannuchi

As melhorias tecnológicas que precisarão ser feitas no Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016 vão ajudar o país a ganhar expressiva posição no ranking mundial no que se refere aos avanços da acessibilidade das pessoas com deficiência física. A afirmação foi feita pelo secretário de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vannuchi, após participar do Encontro Nacional de Órgãos Estaduais e das Capitais Brasileiras Responsáveis pelas Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, na 9ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.

Vannuchi disse que, ao instalar equipamentos que facilitam a vida dos deficientes, o Brasil “constrói um sistema humano de captação de talentos infantis e de adolescentes com treinamento adequado”. Segundo o ministro, terminadas as Olimpíadas, os equipamentos estarão à disposição de crianças que antes não tinham acesso a eles em comunidades carentes, como as do Complexo do Alemão e da Rocinha, no Rio de Janeiro, ou em bairros periféricos de São Paulo, como o Jardim Ângela.

O ministro reconheceu que o Brasil ainda tem atrasos para corrigir e citou a cidade espanhola de Barcelona. Vannuchi lembrou que, recentemente, o ministro do Esporte, Orlando Silva, visitou os locais onde foram realizados os Jogos Olímpicos de Barcelona e destacou uma piscina com 40 câmeras submersas, que permitem ao treinador e aos nadadores observarem cada movimento “de coxa, braço, perna, tórax, quadril. E isso faz a diferença”, afirmou Vannuchi. O Brasil ainda não tem esse recurso, que, segundo ele, já existe há 20 anos por lá. Ele disse que é preciso aprimorar as políticas públicas para deficientes, ressaltando que calcula-se em 25 milhões o número de brasileiros com algum tipo de deficiência grave. Além disso, o ministro defendeu uma reflexão sobre o envolvimento dos cuidadores dos deficientes que, em determinadas situações, não podem sequer sair de casa.
Fonte: Correio Braziliense

16 de abr de 2010

Câmara aprova aposentadoria especial de pessoas com deficiência

O Plenário aprovou nesta quarta-feira, dia 14/04/2010, o Projeto de Lei Complementar 277/05, que permite às pessoas com deficiência se aposentarem com menos tempo de contribuição à Previdência Social. No caso de deficiência moderada, os homens poderão se aposentar com 27 anos de contribuição e as mulheres com 22 anos. São três a menos que a regra atual. Se a deficiência for grave, a redução será de cinco anos: 25 anos para o homem e 20 anos para a mulher. A matéria segue para o Senado.

O texto aprovado unanimemente por 324 deputados é o de uma emenda do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), relator do projeto pela Comissão de Seguridade Social e Família. O presidente Michel Temer elogiou o autor da proposta, o ex-deputado Leonardo Mattos. “Espero que ele esteja feliz com a aprovação desse projeto”, afirmou.

Para contarem com o benefício previsto, os segurados terão de comprovar que possuíam a deficiência durante todo o período de contribuição. Para quem adquirir a deficiência após a filiação ao regime geral da Previdência, os tempos diminuídos serão proporcionais ao número de anos em que o trabalhador exerceu atividade com deficiência.
Ribamar Alves explicou que, a pedido do governo, não houve redução para os portadores de deficiência leve, porque nesses casos não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição. Segundo o deputado, um regulamento especificará o grau de limitação física, mental, auditiva, intelectual ou sensorial, visual ou múltipla que levará à classificação do segurado como pessoa com deficiência. O regulamento também definirá em que grau (leve, moderada ou grave) cada deficiência será enquadrada. O texto aprovado já especifica, entretanto, que para efeitos do projeto a deficiência deverá restringir a capacidade de exercer diariamente um trabalho.

A aposentadoria por idade também poderá ser requisitada com cinco anos a menos que a idade exigida atualmente, de 65 anos para homem e 60 para mulher. Tanto o homem quanto a mulher com deficiência deverão ter contribuído por um mínimo de 15 anos, devendo comprovar essa condição durante todo esse tempo.

Em todos os casos de aposentadoria especial, o grau de deficiência será atestado por perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a cada cinco anos. No caso de agravamento da doença, o segurado poderá pedir uma perícia em tempo inferior a cinco anos. Isso possibilitaria a mudança de enquadramento de deficiência moderada para grave, por exemplo.

A renda mensal das pessoas com deficiência aposentadas por tempo de contribuição será de 100% do salário de benefício. Na regra geral, o aposentado recebe 70%, podendo atingir o total se trabalhar mais cinco anos. No caso da aposentadoria por idade, o provento a receber será de, no mínimo, 70%, mais 1% a cada doze meses de contribuição. Esse método deve-se ao fato de que a contribuição mínima exigida da pessoa com deficiência é de 15 anos na aposentadoria por idade. Portanto, o segurado que houver contribuído mais receberá mais.
Fonte: Tribuna Popular

13 de abr de 2010

Editora lança livro pornográfico para cegos

Uma editora canadense está lançando a primeira publicação pornográfica para pessoas com deficiência visual. O livro vem completo, com textos explícitos e imagens em alto relevo de homens e mulheres sem roupa.

O projeto editado pela fotógrafa canadense Lisa Murphy chama-se “Tactile Mind” (Mente Táctil) e foi desenvolvido para que pessoas cegas pudessem se “divertir”. Segundo ela, a ideia nasceu para preencher um espaço no mercado editorial. Ela resolveu fazer o livro após perceber que “os cegos foram deixados de fora numa cultura saturada com imagens sexuais”.

A publicação traz 17 imagens em alto relevo, que incluem uma mulher dançando nua, uma mulher com “seios perfeitos” e um “amante robô”. Todas as imagens são acompanhadas de uma descrição detalhada em braille.

O livro é o primeiro do gênero. Antes, apenas a Playboy havia publicado edições em braille entre 1970 e 1985, mas apenas com texto, sem imagens.

Lisa Murphy tem um certificado em criação de imagens em alto relevo para cegos. Antes, ela havia criado “imagens” em 2-D para crianças.

Para chegar às imagens do livro, a fotógrafa convidou amigos para posar com máscaras de látex, fantasias ou simplesmente sem roupa. Depois ela ampliou as imagens e criou esculturas em cerâmica, à moda das antigas obras greco-romanas.

Até agora, as livrarias do Canadá demonstraram pouco interesse pela obra. Além de ser vendido pela internet, o livro encontrou espaço apenas em uma sex shop para fetichistas, Northbound Leather, onde ocupa lugar entre chicotes e roupas de couro. O gerente, Enza, garante que “é uma coisa completamente nova, diferente”.

A diversão, porém, vai sair um pouco cara. O livro custa R$ 265. Em compensação, se houver interessados apenas pelas imagens, elas vão custar R$ 45.
Fonte: Época Negócios online

11 de abr de 2010

Romaria dos Deficientes reúne 1500 fiéis

A quinta edição da Romaria das Pessoas com Deficiência da Festa da Penha aconteceu ao som de muita música e muita animação nesta manhã de sábado (10). Cerca de 1.500 pessoas participaram da procissão e acompanharam a missa na prainha. O tema neste ano foi " Não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos".
A concentração dos romeiros aconteceu às 7h30 na praça Duque de Caxias, no Centro de Vila Velha. Os participantes passaram pela Avenida Champagnat e pela Rua Antônio Ataíde para chegar a Prainha. O trânsito ficou complicado e com congestionamento na região, mesmo com o auxilio da Guarda de Trânsito Municipal. Durante a caminhada, romeiros de todas as idades levaram bolas verdes e margaridas, além de faixas e cartazes pedindo por mais inclusão social para pessoas com limitações no Estado.
De acordo com o presidente das Federações da Apaes do Espírito Santo, Rodolfo Dalla Bernadina, a Festa da Penha é muito importante para o calendário capixaba e também para a conscientização das necessidades dos deficientes, como infra-estrutura e saúde. "Esse é um grande momento. Um momento de fé, mas também de reivindicação", comentou o presidente.
Fonte: Melina Mantovani - Gazeta Online

9 de abr de 2010

Concurso Moda Inclusiva premiará propostas de vestuário para pessoas com deficiência

Até o dia 30 de abril, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe inscrições de estudantes de todo o Estado para o 2º Concurso Moda Inclusiva. O objetivo desta iniciativa é contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis.

Apoiado pela Vicunha Têxtil, Pense Moda, Rede Globo, Museu da Língua Portuguesa e Rede Lucy Montoro, o concurso é aberto para estudantes de moda e estilismo de todo o Estado. Os candidatos deverão apresentar propostas de vestuário que atendam às necessidades das pessoas com deficiência, além de promover a discussão nesse setor sobre a necessidade de se pensar e fazer moda respeitando a diversidade. As premiações incluem estágio remunerado na empresa Vicunha Têxtil.

O Brasil tem hoje cerca de 30 milhões de pessoas com deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa cinco milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Há um mercado potencial enorme de produtos e serviços que atendam as demandas especificas desse segmento.

O concurso
Para concorrer, os participantes deverão enviar um "look" (croqui e ficha técnica) para a sede da secretaria (Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda - São Paulo - SP - CEP: 01156.001).

Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido para a confecção das roupas, que participarão do desfile final em 7 de junho, no Museu da Língua Portuguesa. Nesse dia, o júri, composto por nove profissionais e especialistas do mercado, escolherá os três melhores looks que serão os vencedores do concurso Moda Inclusiva.

Agenda
Concurso Moda Inclusiva
Inscrições para o concurso: até 30 de abril
Entrega dos trabalhos: até 5 de maio
Divulgação dos 20 finalistas selecionados: 7 de maio
Realização do desfile: 7 de junho
Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

7 de abr de 2010

Imagens revelam as dificuldades de acesso nas ruas da capital paulista

A unidade de Santo Amaro do Centro Universitário Senac inaugura nesta quarta (7) a exposição Acessibilidade, resultado de um trabalho fotográfico feito por uma turma de alunos deficientes visuais. O grupo saiu às ruas munido de câmeras para registrar os percalços encontrados no caminho, e assim, denunciar as dificuldades de acesso que enfrentam nas ruas da capital paulista.

Nesta quarta (7) e no próximo dia 14, haverá workshops de fotografia ministrados pelos estudantes e uma visita guiada com o público, que receberá tapa-olhos e bengala. Todas as fotografias da mostra também serão desenhadas em alto relevo e ganharão legendas e texto em braille.

Acessibilidade
Onde: Senac Santo Amaro - Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823, Santo Amaro. São Paulo (SP) Quando: Abertura: quarta (7), das 14h às 17h;

Visitação: segunda a sexta, das 8h às 20h; até 30 de abril
Quanto:Grátis
Informações: (11) 5682-7300
Fonte: R7

6 de abr de 2010

4ª Fashion Downtown leva glamour para Praça do Patriarca

A 4ª edição do Fashion Downtown transformou a Praça do Patriarca em uma grande passarela com desfiles do que vai estar nas vitrines do Centro durante a estação mais elegante do ano, outono/inverno. A proposta do evento, que iniciou na segunda (5/4) e continuará até sexta-feira (9/4), é aproximar o público das lojas e confecções que ficam no bom e velho centro da cidade.

Durante 5 dias, o público que circula pelo coração financeiro da cidade vai poder apreciar em um espaço de mil metros quadrados as tendências de cores e modelos de roupas, além de manifestações artísticas e culturais. Grandes marcas como Cavalera, Overboard, Occasion, Bolsas Carioca, Montag, Periferia Brasil, Hering, Dyllan Bolsas e Central Surf, que já marcaram presença nas edições anteriores, estão garantidas novamente.

Na segunda-feira (5/3), primeiro dia de evento, a Fashion Downtown levantou a bandeira da acessibilidade: os desfiles contaram com a participação de alguns modelos portadores de deficiências físicas para mostrar que a moda não tem preconceitos e é inclusiva.

O Secretário Municipal de Acessibilidade e Inclusão, Marcos Belizário, recebe das mãos dos organizadores do evento, o troféu Personalidade Fashion. Uma iniciativa que fez sucesso, chamando a atenção das pessoas para os que desenvolvem trabalhos e possibilitam melhores condições sociais para os portadores de necessidades especiais.

O 4º Fashion Downtown traz em sua programação uma série de apresentações de cultura popular. Grafiteiros vão customizar os tambores de contenção da estrutura do evento. Serão dois totens por dia pintados com o tema: a moda na visão do grafite.

Mais uma vez a Secretaria Municipal de Saúde estará presente divulgando a importância da educação sexual e disponibilizando testes gratuitos de HIV-Aids.

4ª Fashion Downtown
Praça do Patriarca
De 5 a 9/4,
das 10h às 17h
http://www.fashiondowntown.com.br/

Imagem: Renato Leary