28 de jun de 2010

Ministério Público lança campanha em defesa da acessibilidade

O Ministério Público estadual lançou no último dia 24/06 a campanha “Acessibilidade, uma questão de cidadania um compromisso de todos nós”. O lançamento aconteceu no auditório da Procuradoria Geral de Justiça.

A promotora Marlúcia Gomes disse em entrevista ao Notícia da Manhã que no mundo são 24 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e elas tem seus direitos desrespeitados.

“A campanha é para as pessoas verem que têm direitos. Temos como objetivo também a capacitação de promotores do interior nessa área. Em Teresina desde 2005, quando o Ministério Público passou a atuar na área sentimos uma diferença grande”, comentou a promotora.

Marlúcia Gomes acrescentou que hoje as pessoas já sabem que podem procurar os conselhos estadual e municipal, o Ministério Público, a delegacia de repressão a discriminação.
“Nossa campanha aborda que qualquer um de nós está sujeito precisar de acessibilidade. Acreditamos que é a cultura que tem de mudar, a educação é importante. Se trabalhamos junto à criança para tirar o preconceito formamos o cidadão que não vai discriminar. Discriminar é crime”, frisou.
Fonte: Adriana Cláutenes Lemos (Especial para o cidadeverde.com)

25 de jun de 2010

O ano da Acessibilidade no Exponorma

Acessibilidade é o tema do Exponorma 2010, evento promovido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) reunindo congresso, palestras técnicas e exposição, com a proposta de disseminar a normalização técnica para toda a sociedade. A edição deste ano acontecerá nos dias 19 a 21 de outubro no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP).

Lançado em 2007, o evento comemora no Brasil o Dia Mundial da Normalização, celebrado em 14 de outubro, cada ano com um tema diferente. A decisão de enfocar a Acessibilidade acontece em um momento em que toda a sociedade volta a atenção para as dificuldades enfrentadas não apenas por pessoas deficientes, mas também por todas aquelas que sofrem algum tipo de limitação para o pleno exercício da cidadania.

Desde o Decreto presidencial 5296/2004, regulamentando leis que estabelecem prioridade de atendimento e normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, surgiu no País um cenário melhor no que se refere à Acessibilidade, mas as normas técnicas da ABNT, com suas orientações e seus requisitos, mostram que é possível avançar mais. E o objetivo do Exponorma, desde a primeira edição, é justamente a conscientização da importância de se valer da normalização para se promover tanto a atualização tecnológica como a inclusão social.

O Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB-40) é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras sobre o assunto. Atualmente são disponibilizadas 16 normas, entre as quais se destaca a ABNT NBR 9050:2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Outros documentos estabelecem requisitos de acessibilidade, por exemplo, em meios de transporte, na comunicação na televisão e prestação de serviços e em caixa de auto-atendimento bancário. Seus títulos podem ser conhecidos no site www.abnt.org.br/catalogo.

O Exponorma reúne um congresso, palestras técnicas e uma exposição com a participação de empresas que aplicam normas técnicas em seus produtos e serviços, além de órgãos governamentais e entidades setoriais. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) e o Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas de São Paulo (Sinafer) já confirmaram presença.

A edição do evento em 2009 atraiu quase 1.500 visitantes, entre empresários, técnicos, professores, estudantes e pesquisadores, por exemplo. Em todas as atividades oferecidas no Exponorma, o público pode conhecer um pouco da experiência do Brasil em normalização, metrologia e avaliação da conformidade.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Eletrobras já manifestaram o apoio ao Exponorma, como patrocinadores. Estão sendo disponibilizadas diferentes cotas de patrocínio. Também para os interessados em participar da exposição há estandes de tamanhos variados, a partir de nove metros quadrados. [ eventos@abnt.org.br].

Perfil da ABNT - A ABNT é uma entidade privada e sem fins lucrativos fundada em 28 de setembro de 1940. Tem a missão de prover a sociedade brasileira de conhecimento sistematizado, por meio de documentos normativos, que permita a produção, a comercialização e uso de bens e serviços de forma competitiva e sustentável nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico, proteção do meio ambiente e defesa do consumidor.

Foro Nacional de Normalização, a ABNT é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), por meio de seus Comitês Técnicos. Seu acervo hoje reúne cerca de 10 mil normas técnicas destinadas às mais diversas áreas.
Fonte: Portal Fator Brasil

18 de jun de 2010

Horticultura Terapêutica auxilia no tratamento de pessoas com deficiência

Para auxiliar no tratamento de pessoas com deficiência física e intelectual, a Avape, Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, implantou na unidade do Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, o programa de Horticultura Terapêutica.

Inédito no Brasil para esse público, a terapia está em fase final com os primeiros grupos e já apresentam melhoras significativas, principalmente, no aspecto de relacionamento entre as pessoas com deficiência, seus familiares e a equipe técnica da Organização. Segundo Alexandra Melo, gerente da unidade, o projeto foi implantado a partir do conhecimento de um programa semelhante desenvolvido no National Horticultural Reserch Institute, da Coréia do Sul. A partir desse conhecimento, a equipe interdisciplinar da Avape formulou o projeto de acordo com as necessidades e a realidade do País. "Partimos da identificação, nos atendimentos, das dificuldades de interação entre as pessoas com deficiência, familiares e a Instituição, o que comprometia o processo de desenvolvimento reabilitacional", explica.

As primeiras turmas, formadas por atendidos e seus familiares, participaram de 12 encontros, uma vez por semana, com temas pré-estabelecidos e tendo como local de realização a oficina de jardinagem da unidade do Riacho Grande. As atividades envolveram o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais, desde o plantio até a colheita do que foi realizado no decorrer dos encontros, além de técnicas psicodramáticas, discussões, vídeos e também uso de material projetivo aplicado no primeiro e penúltimo encontro visando avaliar a evolução do grupo. Em cada atividade, a meta é desenvolver os seguintes aspectos:. Estimulo ao trabalho em grupo e cooperação mútua; Responsabilidade sobre a importância do cuidar, trabalhar conflitos e respeitar a opinião do outro; Desenvolver o senso crítico, potenciais e a criatividade; Favorecer a mudança de atitude, ampliação de experiências e enfrentamento de novos desafios.

A partir dessa experiência, a horticultura terapêutica deverá ser implantada em outras unidades da Avape. "Obtivemos excelentes resultados e as famílias nos relataram utilizar o espaço para se dedicar exclusivamente ao filho, além de se beneficiarem com a troca de experiências do grupo e levar para os ambientes familiares aspectos positivos absorvidos nos encontros", afirma Alexandra. "Dessa forma, a Horticultura Terapêutica têm sido uma forma de humanizar o trabalho, oferecendo aos atendidos dignidade e respeito. Os integrantes são ouvidos e acabam se sentindo mais acolhidos, gerando assim maior participação e envolvimento com a proposta da Organização", conclui.
Fonte: AVAPE

15 de jun de 2010

Fotografias feitas por deficientes auditivos estão em exposição em Porto Velho

Um grupo de pessoas com deficiência auditiva participa de curso de fotografia, em Porto Velho. O trabalho produzido por eles está em exposição na Casa de Cultura Ivan Marrocos.
Com o tema "A fotografia é abSURDAmente comunicante", os 15 alunos do Centro de Capacitação Profissional da Educação e Atendimento as Pessoas com Surdez (CAS) mostram o que aprenderam com o fotógrafo Walteir Costa.
As aulas foram traduzidas na linguagem de libras. O aprendizado do grupo pode ser conferido em mais de 100 fotos. A iniciativa segue para exposição no hall do hotel Rondon, na capital.
Fonte: Portal Amazônia

13 de jun de 2010

Copa tem lugares em estádios e transmissões especiais para pessoas com deficiência

A Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, é a primeira da história adaptada às necessidades das pessoas com deficiência visual e auditiva. Nos estádios onde estão ocorrendo as partidas da Copa, eles recebem assistência especial e podem acessar as transmissões dos jogos adaptadas às suas necessidades no site da Federação Internacional de Futebol (Fifa): http://www.fifa.com/.

Seis dos dez estádios sul-africanos que recebem jogos têm, cada um, quinze lugares reservados exclusivamente a deficientes visuais. Durante 19 dos 64 jogos desta Copa, quem tem problema de visão pode acompanhar as partidas por meio de transmissão direta de áudio para fones de ouvido fornecidos pela Fifa. Seis voluntários estão designados para auxiliar o deficiente visual nos locais de jogos.

Os deficientes auditivos podem acompanhar a todos os 64 jogos da Copa em transmissões comentadas em linguagem de sinais por meio do site da Fifa. A iniciativa é uma parceria da entidade com as associações de portadores de deficiência auditiva da África do Sul.

Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a adaptação de estádios e transmissões é mais um passo para a popularização total do futebol. “O futebol é um esporte universal e tem de ser acessível a todos”, afirmou, em comunicada da entidade.

De acordo com a Fifa, 70 milhões de deficientes auditivos em todo o mundo terão acesso às transmissões adaptadas no site da entidade. A reportagem é da EBC.
Fonte: Equipe Fenatracoop

8 de jun de 2010

Semadur lança guias e inovações digitais para projeto urbano

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) lançou o Sistema de Aprovação Digital de Empreendimentos. O sistema de aprovação digital, voltado para engenheiros, arquitetos e empresas cadastradas na prefeitura, busca oferecer um pacote de ferramentas de trabalho, constituído pelos seguintes tópicos: aprovação digital de projetos urbanísticos, guia de acessibilidade, guia de calçadas e guia prático de arborização urbana.

A aprovação de projetos e a emissão do alvará de construção vão ter toda a tramitação legal, desde o protocolo inicial até a aprovação do projeto, por meio digital e pela internet. A iniciativa possibilita cadastrar projetos e enviar arquivos, acompanhar toda a tramitação do processo e corrigir ou substituir a documentação, o memorial e o próprio projeto durante os procedimentos de análise.

O guia de acessibilidade é um instrumento que esclarece, de forma prática e sistemática, a atual legislação em vigor. O objetivo é auxiliar os profissionais responsáveis pela concepção de desenho do espaço público, de habitações, de equipamentos coletivos e demais construções, e garantir o acesso apropriado a todos os cidadãos.

O guia de calçadas vai orientar os arquitetos e engenheiros na elaboração do projeto de calçadas, na construção e manutenção do passeio público de acordo com a legislação e as normas técnicas em vigor.

Já o guia prático de arborização urbana vai ao encontro da vocação de Campo Grande, considerada uma das cidades mais arborizadas do país. O manual apresenta os procedimentos e as técnicas corretas para o planejamento e o manejo da arborização no município.
Fonte: MS Notícias

4 de jun de 2010

Controle personalizado de Xbox 360 leva games a pessoas com deficiência

Steve Spohn é cadeirante, respira com auxílio de aparelhos e mal consegue se mover por causa de uma distrofia muscular, mas ele ainda consegue jogar video games.
Spohn participou da conferência Games for Health, realizada em Boston, onde a AbleGamers Foundation realizou o Hardware Hackers Challenge, concurso para construir, em menos de duas horas, um controle de video game acessível para pessoas com necessidades especiais.

O resultado foi um protótipo funcional de um controle do Xbox 360 que tem botões e alavancas que podem ser movidas e funções programáveis.

"Acho que o controle é importante porque, quando se tem uma deficiência, às vezes você não pode sair da cama [...] e, realmente, video games servem como uma escapatória e esses controles permitem alcançar essa saída", afirmou Spohn.

O protótipo, contruído a partir de peças de um joystick do Xbox 360, fita adesiva, velcro e um saco de arroz, foi desenvolvido pensando nas limitações de Spohn.
"O grande benefício é que todos esses botões são considerados neutros, então é possível programar qualquer função neles", afirmou Adam Cole, presidente da companhia Evil Controllers, que modifica joysticks para pessoas com necessidades. "Você pode fazer todos eles serem o botão "A", "B" ou qualquer outro que quiser."

Coe desenvolveu a controle em conjunto com Ben Heckendorn e Suzanne Papajohn.
O joystick também inclui uma camiseta com botões na altura dos ombros que são ativados com movimentos deste último.

O CEO a Able Gamers, Mark Barlet, afirmou que esses botões nos ombros não são muito confiáveis, mas que são "um passo na direção certa".
O controle caseiro está longe de ser comercializado, mas Spohn espera que um dia ele chegue ao mercado. "Espero que seja o começo de um produto de qualidade", afirmou.
"É importante, para pessoas como eu ter acesso ao mundo externo", disse Spohn. "E, para alguns de nós, isso pode ser feito por meio de games."
Spohn pode mover seus dedos, ombros, falar e contorcer suas panturrilhas. Barlet afirmou que Spohn não gosta de utilizar aparelhos controlados por sopro ou pela boca porque ele "sente que isso é como desistir".
Fonte: IDG Now

3 de jun de 2010

Ceilândia recebe o Campeonato Brasileiro de Rúgbi em cadeira de rodas

O rúgbi adaptado tomou conta de Ceilândia. A cidade recebeu o 3º Campeonato Brasileiro da modalidade. E os jogos foram uma mostra do que os atletas podem fazer em quadra em cima de uma cadeira de rodas. Choques, disputas acirradas pela bola, furadas na defesa, movimentação ágil e muitos gols marcaram o primeiro dia de competição.
As duas equipes que representaram a capital federal - a Mohciped (Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal), de Ceilândia, e o Águias, do Gama - foram formadas no começo de 2010 e disputaram o primeiro jogo. A estreia da Mohciped, que atuou contra o Tigres (SP), terminou com um placar pouco animador: 27 x 8 para os visitantes. O resultado mostra que o time tem muito trabalho pela frente, mas a garra com que os para-atletas jogaram até o fim do último quarto mostra também que eles estão muito empenhados em evoluir.
"Nunca tinha feito nenhum esporte, porque não tinha encontrado um que fosse adequado à minha deficiência. No rúgbi, me encontrei. É uma realização para mim", afirmou Francisca da Costa Fernandes, mais conhecida como Netha, que teve poliomielite na infância e ficou com sequelas que a deixaram na cadeira de rodas. Única mulher em quadra contra os paulistas, Netha não se intimidou diante do sexo masculino. Jogando na defesa, tentava de todas as formas impedir os gols do Tigres e vibrava muito quando seus colegas marcavam um ponto. "Por ser o primeiro jogo, cada ponto significava muito para a gente. A rivalidade foi muito grande e os bates, muito fortes. Tinha momentos que eu achava que ia voar. Mas não tenho medo, porque se você ficar receosa, não consegue enfrentar o adversário", ensinou.
Campeão brasileiro de basquete em cadeira de rodas pelo ICEP Brasil (Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil), Marcelo Nunes, 40 anos, também é novo no rúgbi adaptado. "Achei muito interessante. No rúgbi tem muito mais contato, é um jogo bem mais brigado que o basquete", avaliou. A estreia nas quadras com a Mochciped, entretanto, não agradou muito ao advogado. "Foi uma surra e tanto. Está faltando treino mesmo para a equipe", destacou. "Para mim, a cobrança já existe", acrescentou Geleia, como é conhecido pelos colegas.
Apesar de não ter saído de quadra satisfeito com o desempenho do grupo, Marcelo disse que o seu objetivo não é apenas vencer. "O que abriu minha mente foi o esporte. Quando a gente mostra o que é capaz de fazer, incentiva outras pessoas com deficiência a sair de casa. O esporte ajuda na superação e tira a nossa vergonha de aparecer", ressaltou.
Fonte: Superesportes