21 de dez de 2011

Detran realiza doação de veículo adaptado para deficientes físicos

 O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PI) realiza, na próxima quarta-feira (21), a doação oficial de um veículo adaptado para uso de pessoas com deficiência à Associação dos Deficientes Físicos de Teresina (Adefet). O vice-governador Moraes Souza Filho fará a entrega solene a partir das 10h, no Palácio de Karnak.

Com o novo veículo, os alunos com deficiência física motora comprovada terão a liberdade para iniciar o processo de primeira habilitação em qualquer autoescola de sua preferência e, quando das aulas práticas, utilizar o carro adaptado que ficará à disposição dos interessados na sede da Associação.

“Essa doação faz parte de um projeto do Governo a fim de assegurar ao cidadão com algum tipo de deficiência física o direito de possuir CNH e dirigir legalmente. Para se ter uma ideia, apenas uma dentre as mais de 100 autoescolas do Estado possui veículo próprio adaptado, não sendo suficiente para suprir a demanda do setor”, afirma José Vasconcelos, diretor geral do Detran.

A Associação dos Deficientes Físicos, por sua vez, ficará responsável por estar em contato direto com o Detran a fim de informar o uso do veículo e da respectiva autoescola para fins de cadastro no sistema do órgão. “Esse é um carro do tipo volante, que será usado por muitos alunos em diferentes autoescolas, daí a importância desse retorno por parte da Adefet a fim de que possamos realizar o cadastro do veículo e agendamento da prova prática”, explica o diretor de Habilitação, Manuel Filho.
Fonte: Com informações Ccom

4 de dez de 2011

SP realiza Virada Inclusiva para Pessoa com Deficiência

O governo de São Paulo realiza neste fim de semana a 2ª edição da Virada Inclusiva para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado neste sábado (3). Mais de 500 atrações culturais entre shows, mostras de teatro, oficinas e atividades esportivas serão realizadas até domingo (4) na capital e no interior.

O evento contará com 75 parceiros, entre organizações da sociedade civil, prefeituras, além de artistas e esportistas voluntários, segundo a secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Linamara Battistella.

- Queremos atrair pessoas com e sem deficiência para que haja maior conscientização. É um momento para trazer a sociedade para mais perto do tema e discutir com ela maneiras de promover qualidade na inclusão.

Na capital, as atrações acontecem nos parques Ibirapuera, Luz, Villa-Lobos, da Juventude, represa de Guarapiranga, avenida Paulista, Masp, Museu do Futebol, Teatro São Pedro, Pinacoteca do Estado, Museu Afro, Auditório Ibirapuera e em oito unidades do Sesc.

No interior, participam as cidades de Araraquara, Barueri, Bauru, Bertioga, Birigui, Botucatu, Campinas, Capivari, Caraguatatuba, Catanduva, Descalvado, Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Hortolândia, Itatiba, Mauá, Mogi das Cruzes, Mogi Mirim, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Quadra, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Sumaré, Tatuí e Taubaté.

As atrações acontecem em espaços com acessibilidade física. Em muitas delas os protagonistas serão pessoas com deficiência e também haverá recursos para facilitar o acesso ao conteúdo, como informações em braile e tradução em Libras.

O encerramento, neste domingo, contará com ações de sensibilização do público no clássico entre Corinthians e Palmeiras, no estádio do Pacaembu.
Fonte: R7 Notícias

14 de nov de 2011

Presidente Dilma Rousseff Lança Plano Nacional da Pessoa com Deficiência

No dia 17 de novembro a presidente Dilma Rousseff lança o Plano Nacional da Pessoa com Deficiência. O lançamento será às 10 horas no palácio do Planalto.

O plano tem por objetivo atuar em beneficio da pessoa com deficiência, melhorando o acesso destes cidadãos aos benefícios básicos, tais como, mercado trabalho e a mobilidade urbana.

As ações do programa estão distribuídas em quatro eixos temáticos: educação, saúde, Cidadania e Acessibilidade.

As ações do Plano serão executadas pela Casa Civil, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério das Cidades, Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento, Ministério das Comunicações, Previdência Social e Ministério da Cultura.

Segundo a afirmação da secretaria nacional de direitos Humanos Maria do Rosário “Com este plano, vamos colocar as políticas públicas para a pessoa com deficiência no comando central do governo. Este é um marco muito importante para este segmento da população brasileira, que precisa ter seus direitos reconhecidos”.

O secretario nacional de promoção dos direitos da Pessoa com Deficiência (SDH), Antonio Jose disse que, “A partir do plano, as ações do governo estarão sistematizadas para atender com mais agilidade as necessidades das pessoas com deficiência, tornando-se um Brasil mais inclusivo”.

Ou seja, o plano deverá diminuir as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência de forma gradativa, alem é claro, de inseri-las no mercado de trabalho, através de qualificação profissional.

Fonte: http://www.direitoshumanos.gov.br/

11 de nov de 2011

Grande parte dos acidentes, responsável por lesões traumáticas em pessoas com mais de 60 anos, ocorre dentro de casa

Cerca de 30% dos atendimentos por lesões traumáticas nos hospitais brasileiros ocorre com pessoas com mais de 60 anos, segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), 85% dos quais dentro de casa. Deste total, 34% das quedas provocam algum tipo de fratura e 46% dos acidentes verificam-se principalmente à noite, no trajeto entre o quarto e o banheiro.

Por isso, preparar a casa para evitar que as pessoas idosas caiam e se machuquem é imprescindível. Dicas simples podem colaborar para impedir essas ocorrências. Dentre elas, reforçar a iluminação de todos os ambientes da residência; evitar tapetes nos quais se pode tropeçar ou escorregar; manter a fiação de equipamentos elétricos fixada ao longo da parede; utilizar pisos e calçados antiderrapantes; usar barras de segurança no banheiro; evitar prateleiras de vidro e superfícies cortantes; posicionar armários e estantes na altura da cintura ou do peito, entre outras.

Mas, nem sempre esses cuidados são suficientes para evitar problemas. No caso de quedas, que provocam imobilidade, o mais importante é o socorro imediato para impedir seqüelas mais graves. Por esta razão – e principalmente para idosos e pessoas que moram sozinhas – a TeleHelp, pioneira no Brasil em teleassistência, serviço de atendimento emergencial remoto, oferece um serviço inovador no País.

Um aparelho, com tecnologia de ponta, instalado na casa do cliente, conectado ao telefone e à energia elétrica, garante assistência, com um único toque, da Central de Atendimento TeleHelp 24hs, especializada em prestar socorro nos casos de emergência.

Uma vez acionado o alarme – operado a partir de um botão usado como relógio ou colar –, as operadoras da Central de Atendimento entram em contato com o usuário para saber o tipo de emergência e, em seguida, avisar pessoas previamente definidas pelo cliente para que o atendam.

Sua frequência é captada pelo painel instalado em casa, mesmo a uma distância de 200m, permitindo que o usuário tenha mobilidade, com total segurança e cobertura. Ao receber o chamado, a TeleHelp utiliza o viva-voz para falar com o cliente. O preço do serviço varia entre R$ 85 e R$ 140 mensais.

A TeleHelp conta com mais de três mil clientes em 107 cidades de 13 estados brasileiros. Há três anos, tem uma parceria com a Prefeitura de Joinville (SC), por meio da Secretária de Bem-Estar Social, área de cuidado com o idoso, que garante o serviço a 500 moradores idosos, cadastrados nos programas sociais do município.

Entre 2008 e novembro de 2010, o serviço gerou 5.001 chamados de emergência, com 4.772 casos resolvidos pela equipe de atendimento da teleassistência. Apenas 1,5%, dos incidentes foram encaminhados para o resgate e para os pronto-socorros do município, melhorando o fluxo de pessoas nos serviços públicos de saúde.


Fonte: VOICE COMUNICAÇÃO
Direção de Atendimento: Beth Guaraldo (bguaraldo@voice.com.br)

28 de out de 2011

Museu da Bíblia realiza encontro para deficientes visuais

No último dia 22/10, o Museu da Bíblia sediou pela quinta vez seguida o “Encontro de Pessoas com Deficiência Visual”, que reuniu também, instituições de apoio a deficientes visuais. Esse encontro, organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil, faz parte do programa “A Bíblia para pessoas com Deficiência Visual” que há 15 anos leva a Bíblia em áudio descrição para os deficientes visuais.


Segundo o The Christian Post, o secretário de Comunicação e Ação Social da SBB, Erní Seibert explicou que esta iniciativa visa transmitir a mensagem bíblica aos deficientes visuais: “Além de palestras e atrações artísticas, queremos destacar orientações bíblicas que reforcem a superação, a família, a esperança e a fraternidade diária. Inclusão e acessibilidade são pontos fundamentais do programa da SBB”.


As palestras “Ele estava perdido e foi achado” e a exibição com áudio descrição do Filme “As loucuras de Mr. Magoo” foram os grandes destaques do Encontro, além da narração da história “O filho pródigo”e da apresentação do coral da Associação dos Deficientes Visuais Evangélicos do Estado de São Paulo (Adeveb).


“Nesta quinta edição, tivemos um encontro ainda mais produtivo e agradável, permitindo que os participantes compartilhassem suas experiências e levassem uma mensagem positiva” contou Seibert. Segundo ele, “é necessário reforçar a importância do programa ‘A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual’, que precisa da ajuda de todos para ser divulgado e, assim, beneficiar um número ainda maior de pessoas”. Desde 2002 a SBB produz a Bíblia Sagrada completa em braile, que é oferecida em um kit que contém um material em áudio.


Participaram desta edição do Encontro, as instituições Dorina Nowill, Laramara, Cadevi, Adeva, URDV e Instituto de Cegos “Padre Chico”.
Fonte: Gospel+

15 de out de 2011

Lei 12.470/11

Na semana em homenagem ao Dia do Deficiente Físico (11/10), o Brasil comemorou mais um avanço em sua legislação. Trata-se da Lei 12.470/11, publicada em setembro, que diminuiu as barreiras trabalhistas para cerca de dois milhões de pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).



Com a nova Lei, as pessoas com deficiência que recebem o BPC não perderão mais o benefício quando entrarem no mercado de trabalho, como ocorria até pouco tempo. Antes, independentemente de serem efetivados no emprego, os beneficiários perdiam em definitivo o benefício, o que desestimulava a procura por postos de trabalho. Ao ter o BPC apenas suspenso (e não extinto), esses profissionais passam a se beneficiar de todas as vantagens cognitivas e sociais que um trabalho pode proporcionar.



Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Dos cerca de 24,6 milhões de pessoas que possuem ao menos alguma dificuldade em enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência mental ou física, apenas nove milhões estão no mercado de trabalho. “Sabemos que, além do preconceito e da falta de qualificação, a nossa legislação também se mostra como barreira para que grande parte das pessoas com deficiência possam entrar no mercado formal. Por isso, propomos mudanças por meio da MP 529/11, que agora se concretizam com a Lei 12.470/11”, explicou o relator da medida na Câmara, deputado federal André Figueiredo (PDT/CE).



Para o vice-presidente administrativo do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Luís Cláudio Pereira, a lei garantirá mais qualificação profissional para as pessoas com deficiência. “A iniciativa do deputado André Figueiredo é muito bem vista pelo CPB, já que os empregadores alegam que não contratam pessoas com deficiência porque elas não são qualificadas. Mas como se qualificarão se não tiverem a oportunidade de trabalhar? A sociedade tem que lembrar que, mesmo com limitações, a pessoa com deficiência pode desempenhar diversas funções, basta ter o treinamento adequado para isso”, comemorou.



Garantia similar foi proposta também para os aprendizes com deficiência, que, ao invés de perderem o BPC, passem a acumular a ajuda financeira com o salário-aprendizagem. “O salário do aprendiz se dá por mínimo-hora e, normalmente, o jovem trabalha em período parcial, o que diminui o valor da remuneração recebida. Além disso, não se pode desconsiderar a importância psicossocial da aprendizagem para a pessoa com deficiência, já que esse mecanismo poderá levá-la à emancipação do benefício assistencial por meio de sua inserção no mercado formal”, explicou o relator.



Outra mudança proposta pelo deputado cearense beneficiará os mais de 2 milhões de brasileiros com deficiência intelectual ou mental a ingressarem no mercado formal. Ao modificar a legislação, André Figueiredo permitiu que, mesmo que exerçam alguma atividade remunerada, as pessoas com deficiência mantenham-se como beneficiários da pensão por morte dos pais, paga pela Previdência Social. Antes da edição da Lei 12.470/11, ao ingressarem no mercado de trabalho, o benefício era extinto. “Da forma como estava, a lei servia de desestímulo para o ingresso dessas pessoas no trabalho. Sabemos que a pensão é a única garantia real e vitalícia capaz de dar segurança ao órfão com deficiência intelectual ou mental. Por isso, agimos para corrigir essa distorção na legislação”, explicou André.
Fonte: Media House Comunicação

30 de set de 2011

APAE de São Paulo realiza show de talentos na capital

A APAE DE SÃO PAULO realiza na próxima quarta-feira, 5 de outubro, no Teatro Gazeta, das 18h às 22h, o primeiro “Show de Talentos dos Atendidos da APAE DE SÃO PAULO”. A proposta do evento, que será comandado pelo apresentador Raul Gil, é fazer com que o contato com a arte ressalte os diferenciais dos atendidos pela Organização, que têm deficiência intelectual.

Ao todo, são 37 participantes, que vão concorrer nas categorias ator, cantor, dança individual, dublagem, poeta, top model e artista plástico. Eles serão avaliados por um júri composto pelas atrizes Elke Maravilha e Marly Marley, o consultor de moda Namie Wihby, a estilista Silvia Ferraz, o figurinista Alex Dario e o ator Berg Bergman.

O Show de Talentos é aberto ao público e os convites custam R$ 5. Para adquiri-los, é preciso entrar em contato com a APAE DE SÃO PAULO pelo telefone (11) 5080 7000.

Serviço:
Show de Talentos da APAE DE SÃO PAULO
Data: 05/10/11
Horário: 18h30 às 22h
Local: Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Térreo - São Paulo, SP) – Estação Trianon do Metrô
Convite: R$ 5
Informações: (11) 5080 7000



16 de set de 2011

Stevie Wonder agradece Jobs por acessibilidade do iPhone

Quem acompanha a Apple sabe que, de vez em quando, aparecem histórias de usuários dizendo como os produtos da empresa de Cupertino os ajudaram a mudar o seu mundo. Steve Jobs e sua equipe fizeram smartphones e tablets acessíveis a todos, com funcionalidades que ajudam, por exemplo, deficientes visuais a usar um iPhone, um iPad ou iPod.

No último fim de semana, o cantor Stevie Wonder fez uma apresentação em um clube em Los Angeles, tocando algumas músicas e também fazendo discursos motivacionais para ajudar outros cegos. Em um vídeo gravado por um fã, o cantor agradece a Steve Jobs e à Apple por terem feito da tecnologia algo acessível a todos. "Não há nada que você possa fazer no iPhone ou iPad que eu não consiga", disse. Stevie é cego desde o nascimento, devido a complicações de um tratamento médico-hospitalar.

O vídeo está disponível no YouTube, pelo atalho http://bit.ly/red0eW (o agradecimento ao cofundador da Apple começa nos 4min38s).
Fonte: www.terra.com.br

9 de set de 2011

Palestra de Mara Gabrilli emociona

A palestra realizada pela deputada federal Mara Gabrilli (PSDB) emocionou os participantes do seminário que o PSDB está promovendo em São Caetano, especialmente porque grande parte da plateia era formada por cadeirantes, como ela.

Mara contou sua história e discorreu sobre várias transformações que ocorreram na cidade de São Paulo a partir de projetos e leis de sua iniciativa a respeito de acessibilidade, no seu mandato como vereadora. Eleita deputada federal, levou os mesmos projetos e lei para serem agora seguidos e aplicados em todo o País, o seu desejo maior.

Durante a palestra, Mara elogiou a sensibilidade do prefeito José Auricchio Jr., de São Caetano, por ter criado a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida. Segundo a deputada, a preocupação de Auricchio a respeito do assunto é coisa rara em outros municípios.

A deputada descreveu seus projetos de acessibilidade versando sobre calçadas, rampas, elevadores, sanitários e adaptação de todos meios de transportes para facilitar o acesso dos portadores de deficiências. Informou que também criou uma lei que obriga os estabelecimentos públicos ou privados que atendem pessoas, a terem um intérprete do código de Libras (Linguagem de Sinais).

Segundo Mara, há no país 40 milhões de brasileiros que sofrem discriminação por sofrerem alguma deficiência. No seu entender, aos poucos eles estão conseguindo ser respeitados como cidadãs e cidadãos, no trabalho e também na prática de esportes. "Atualmente - disse - muitos deficientes que viviam trancafiados em suas casas, despertaram para a vida e para a alegria de viver em sociedade".
No final da apresentação, Mara foi aplaudida de pé, por longos minutos, pelo público. O ciclo de palestras promovido pelo PSDB será concluído no próximo dia 19 com palestra do deputado estadual e secretário de Meio Ambiente do Estado, Bruno Covas.
Fonte: ABC Repórter

8 de set de 2011

Deficiente deve receber cadeira de rodas do Estado

A 4ª Vara de Fazenda Estadual de Minas Gerais mandou o Estado fornecer uma cadeira de rodas motorizada a um deficiente físico que não tem recursos financeiros para comprá-la. Além disso, o Estado deve inscrevê-lo em políticas públicas de saúde. A juiza que analisou o caso entendeu que esta medida é imprenscindível para resguardar a saúde do autor da ação. O não cumprimento da medida acarretará multa diária de R$ 1 mil.

O deficiente é pensionista do INSS e portador de uma deficiência física decorrente de poliomielite. No pedido, ele argumenta que mora sozinho, não recebe ajuda de familiares e, para complementar a sua pensão de R$380,00 se arrasta pelas ruas mendigando. Por ser “incapaz de arcar com a aquisição da cadeira sem prejuízo do seu sustento”, ajuizou a ação.

Ao analisar o caso, a juíza Riza Aparecida Nery constatou que o deficiente é portador de sequelas “graves” decorrentes da doença e necessita com urgência da cadeira de rodas. Ressaltou que os gastos e procedimentos que poderão ser adotados para atender à determinação não irão extrapolar o dever estatal de garantir a preservação da saúde. “Os bens jurídicos tutelados por esta decisão devem ser resguardados mesmo quando a providência reclamada implique a adoção de medidas administrativas e gastos extraordinários”, argumentou.

Ao conceder a tutela antecipada, a juíza avaliou os danos à saúde e à vida do deficiente, caso tivesse de aguardar a decisão no final da ação. “O perigo de se aguardar a decisão final é correlato ao risco de danos irreparáveis à vida do deficiente, que não está recebendo, na rede oficial, o instrumento que tornaria possível uma vida mais digna, com respeito às suas limitações físicas e à sua saúde”, ponderou.



Fonte: Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2011

23 de ago de 2011

Hospital Albert Einstein - Boa iniciativa!

Os canais do Hospital Albert Einstein tem oferecido a melhor informação sobre saúde e bem-estar nas redes. Em mais essa animação, confira dicas de como ajudar um cadeirante, como se comunicar com uma pessoa surda ou cega e ajude a garantir a igualdade de oportunidades.

http://www.youtube.com/watch?v=x68-nhx8WZ8

16 de ago de 2011

APAE DE SÃO PAULO PROMOVE CAPACITAÇÃO DO PROJETO TODOS PELOS DIREITOS EM JUNDIAÍ



A APAE DE SÃO PAULO promove nesta sexta-feira (19), em Jundiaí, a capacitação dos agentes locais para fortalecer a rede de proteção nos 46 municípios envolvidos no projeto “Todos Pelos Direitos: Deficiência Intelectual, cidadania e combate à violência”.



Idealizado pela APAE DE SÃO PAULO, com patrocínio da Petrobras, o projeto foi criado para fortalecer a rede de proteção à criança e ao adolescente com deficiência no Estado de São Paulo, prevenindo e enfrentando as ações de violência física e moral sofridas por essa população, bem como violações dos direitos associados. Segundo o Censo 2000, 14,5% da população do Estado apresentam algum tipo de deficiência, sendo o grupo de crianças e adolescentes o mais vulnerável pela fragilidade físico-emocional, tornando-se alvo frequente da violência. Ao todo, foram ouvidos cerca de 1 mil profissionais multidisciplinares das áreas de saúde, educação e assistência social, entre conselheiros tutelares e representantes de órgãos como Conselho Municipal da Pessoa Com Deficiência, Vara da Infância e Juventude e Segurança Pública, além de agentes das APAEs locais e demais ONGs.

A iniciativa tem como objetivo central capacitar os potenciais multiplicadores da rede de proteção, contemplando ações de sensibilização e de intervenções destinadas às necessidades locais dos municípios envolvidos. Em Jundiaí, o seminário de capacitação será realizado no Auditório Elis Regina, localizado no Complexo Argos, das 8h às 17h, com a presença de palestrantes convidados que irão abordar os temas da deficiência intelectual e do sistema de defesa e garantia de direitos.

Para a coordenadora do serviço de Defesa e Garantia de Direitos da Pessoa com Deficiência Intelectual da APAE DE SÃO PAULO, Marilena Ardore, a relevância do projeto se dá na capacitação dos profissionais locais que atuam com crianças e jovens, para detectar a violência, pois muitas vezes a pessoa com deficiência relata os casos sofridos, mas não é ouvida. “Sensibilizando esses atores sociais para as especificidades da Deficiência Intelectual e fortalecendo a rede, conseguiremos fazer com que as práticas de prevenção e de encaminhamentos dos casos de violência contra crianças e adolescentes sejam melhor gerenciadas” explica.

Aberto ao público, o evento contará com palestras sobre deficiência intelectual e violência, além de oficinas temáticas. No período da manhã, das 9h30 às 11h, a questão da deficiência será abordada pela neuropediatra Anna Elisa Scottoni Mendes, do Hospital Municipal Dr. Mario Gatti e da APAE-Campinas. Na sequência, das 11h às 12h45, o psicólogo Marcelo Moreira Neumann, Mestre em Psicologia Social, Doutor em Serviço Social pela PUC-SP e consultor do Projeto Todos Pelos Direitos, abordará a questão da violência sofrida pela pessoa com deficiência intelectual. No período da tarde, a partir das 14h, estão programadas oficinas temáticas sobre a importância do trabalho em rede na defesa e a garantia dos direitos de pessoas com Deficiência Intelectual.

Sobre o Projeto Todos Pelos Direitos
Durante dois meses, a Organização aplicou cerca de mil questionários em agentes locais, como conselheiros tutelares e representantes de alguns órgãos, como Conselho Municipal da Pessoa Com Deficiência; profissionais das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social; Vara da Infância e Juventude e Segurança Pública, além de agentes das APAEs locais, em cada um dos municípios visitados, para conhecer a rede de proteção. Após reunir esses dados, a APAE DE SÃO PAULO realizará capacitações com esses potenciais multiplicadores, além de ações de sensibilização e intervenções destinadas às necessidades locais.

Como passo seguinte, a APAE DE SÃO PAULO planeja manter a integração e a comunicação entre os profissionais e serviços que atuam na rede de proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes com Deficiência Intelectual. Além disso, a Organização irá disseminar para a sociedade o contato compilado nas práticas do projeto.

No final de 2012, será realizado um encontro, aberto ao público, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, para fechar o projeto. Na ocasião, será lançada uma publicação com conteúdo das capacitações, dados levantados e manuais de cada tipologia segundo os indicadores investigados.

Entenda o que é Deficiência Intelectual
A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AAIDD), caracteriza-se por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, expresso nas habilidades práticas, sociais e conceituais, originando-se antes dos 18 anos de idade.

No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem. A Deficiência Intelectual é resultado, quase sempre, de uma alteração no desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação, problemas no parto ou na vida após o nascimento. Um dos maiores desafios enfrentados pelos pesquisadores da área é que em grande parte dos casos estudados essa alteração não tem uma causa conhecida ou identificada.

Direitos e Benefícios
A pessoa com Deficiência Intelectual tem os mesmos direitos que todos os outros cidadãos, assegurados pela Constituição Federal do nosso país: direito à vida, liberdade, igualdade, não discriminação, segurança, propriedade, educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, previdência e assistência social, entre outros. E também alguns direitos específicos, que são fundamentais para garantir as diferenciações necessárias para que tenham as mesmas oportunidades que qualquer outra pessoa. Esses direitos dizem respeito a reserva de vagas para pessoas com deficiência nas empresas que tem acima de 100 funcionários; gratuidade no sistema de transporte público municipal e intermunicipal, inclusive para o acompanhante; entre outros.

Sobre a APAE DE SÃO PAULO
A APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da sociedade civil sem fins lucrativos, referência na prevenção e na melhor qualidade de vida da pessoa com Deficiência Intelectual. Há 50 anos, atua em todas as fases da vida, da infância ao processo de envelhecimento. Pioneira em introduzir o Teste do Pezinho no Brasil, a Organização possui o maior laboratório do País especializado na área e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Desde a implementação do exame, já foram realizados mais de 13 milhões de testes em bebês brasileiros.

Ainda como prevenção da Deficiência Intelectual, a Organização promove e apóia pesquisas, investe em desenvolvimento tecnológico, produz e difunde conhecimento científico. Além disso, promove a inclusão social da pessoa com Deficiência Intelectual estimulando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam e escolaridade e a vida produtiva laboral, bem como, oferecendo atendimento jurídico aos atendidos e familiares acerca dos direitos e deveres da pessoa com deficiência. Para conhecer mais sobre a APAE DE SÃO PAULO, acesse o site www.apaesp.org.br, ou entre contato por email atendimento@apaesp.org.br ou por telefone, no número (11) 5080-7123.

Serviço
Seminário de Capacitação “Todos pelos Direitos: Deficiência Intelectual, cidadania e combate à violência”
Data: 19 de agosto de 2011
Horário: 8h às 17h
Local: Auditório Elis Regina – Complexo Argos (Av. Dr. Cavalcanti, 396 – Centro - Jundiaí, SP)

13 de ago de 2011

CMAC TEM BIBLIOTECA COM LIVROS EM BRAILLE

“Hoje o deficiente visual só não se informa se não quiser”, afirma a instrutora de informática do CMAC (Centro Municipal de Atendimento à Pessoa Deficiente Visual), Adriana Cozza, ao falar sobre a quantidade de material informativo disponível para esse público. Revistas, livros, softwares são alguns dos exemplos.

Segundo ela, é possível navegar pela internet, fazer pesquisas, estudar, ler ou apenas se divertir. Há programas gratuitos e pagos para instalação no computador que dá voz a tudo que é projetado na tela do monitor guiando o usuário deficiente visual.

As pessoas que estudam no CMAC podem ter acesso a esse mundo de conhecimento por meio da biblioteca e do laboratório de informática. Keli Menezes Vieira, responsável pela biblioteca, conta que a unidade possui cerca de 200 volumes de livros em braille e áudio, além de revistas em braille que trazem uma coletânea das reportagens publicadas nas revistas a tinta de grande circulação. Todo o material está catalogado e armazenado em prateleiras com indicações em braille para facilitar a localização. O trabalho foi realizado por Keli com a ajuda de Adriana e Daiane.

Keli conta que a biblioteca tem tudo, desde clássicos como a trilogia O tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, como sucessos atuais como Harry Potter, Crepúsculo, 1808, Código da Vinci, entre outros. A diferença é que a escrita em braille é mais volumosa o que dificulta o transporte dos livros.

Segundo Adriana, O Tempo e o Vento, escrito em três volumes, na tradução braille tem mais de 70 volumes. O Código da Vinci tem 13 e 1808, 20 volumes. Mas isso não impede o acesso e a leitura. Quem tem interesse sempre dá um jeitinho.

Keli explica que os iniciantes em braille utilizam os livros infantis, que são mais curtos, têm menos volume e são escritos em apenas um lado da página o que facilita o tato. Já os leitores mais experientes fazem qualquer tipo de leitura. Os inexperientes, ou seja, que não sabem escrever ou ler em braille, podem fazer uso dos livros em áudio.

Segundo Keli, o tempo de aprendizagem de braille depende de cada um, de seu esforço e dedicação. Ela, que ficou cega há dois anos, aprendeu a ler e escrever em braille em apenas um ano. Conforme ela, quanto mais se treina mais agilidade ganha. “Antes eu via o símbolo da letra, agora eu sinto”, diz.

Adriana explica que os livros são doados pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. Nesta semana, a Fundação Dorina doou cinco CDs de livros em áudio para a Biblioteca Municipal. A doação foi feita por meio do projeto “Ler sem Ver” que por meio do patrocínio da White Martins produziu e distribuiu 4.500 livros infantis, infanto-juvenis, clássicos e best-sellers atuais em formatos acessíveis para bibliotecas e salas de leitura da capital e do interior.

A Secretaria de Estado da Educação também anunciou investimento de R$ 1 milhão na produção de 13,7 mil exemplares em braille, realizada pela Fundação Dorina Nowill. Desses 7.300 exemplares foram entregues no primeiro semestre deste ano e 6.400 volumes serão distribuídos neste semestre.
Fonte: JC Jornalcidade
Texto: Ednéia Silva

28 de jul de 2011

iPad ajuda pessoas com deficiência de desenvolvimento

Noah Rahman é um garoto que possui paralisia cerebral moderada. Essa deficiência faz com que sua maneira de se comunicar e seus movimentos superiores e inferiores de seu corpo sejam afetados. Aos dois anos de idade sua maneira de falar e suas habilidades motoras e cognitivas foram diagnosticadas por um especialista como se ele estivesse um ano atrasado em relação às outras crianças. Neste mesmo ano o garoto ganhou um iPad e, a partir daí esse diagnóstico passou a mudar.

Quatro meses depois sua linguagem e cognição já se encontravam de acordo com o nível de sua faixa etária e suas habilidades motoras apresentaram avanços.

Hoje Noah está com três anos de idade. Ele passa de uma a duas horas por dia com seu iPad. De acordo com o que informa o site Mashable, o garoto utiliza aplicativos de leitura e escrita em três idiomas: árabe, inglês e espanhol. No próximo outono ele passará a frequentar uma sala de aula para crianças de cinco anos. Seu pai, Sami Rahman é co-fundador de uma comunidade de pais, terapeutas e educadores, a SNAapps4Kids. Seus membros, usuários de iPhones, iPods touch, iPads e Androids compartilham experiências e informações sobre como ajudar crianças com necessidades especiais.

A comunidade acredita que dispositivos como estes são a nova tendência para auxiliar essas pessoas, principalmente o iPad, que já possui cerca de 40 mil aplicativos dedicados a pessoas com as mesmas dificuldades de Noah.

Já Michelle Diament, co-fundadora da agência de notícias Disability Scoop, voltada para a publicação de informações sobre deficiências de desenvolvimento, afirma que essas pessoas se sentem mais incluídas socialmente também, já que hoje esses dispositivos passaram a ser adotados por uma grande parte da população.
Fonte: Digerati
Foto: Reprodução:Mashable
Texto: Andréia Regeni

20 de jul de 2011

Pessoas com Deficiência poderão trabalhar como motorista

O juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10.ª Vara Cível de São Paulo, liberou que pessoas com deficiência física trabalhem como condutores de veículos no País. A sentença permite que eles possam obter habilitação para dirigir veículos destinados a transporte de carga, de passageiros e veículos conjugados - caminhões, vans, micro-ônibus, ônibus, carretas e trailers, por exemplo.

A sentença, proferida no dia 8, proíbe o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de fazer qualquer restrição aos portadores de deficiência em relação a atividades remuneradas na direção de veículo automotor. Como base para a decisão, o juiz federal evocou princípios constitucionais que garantem a igualdade de tratamento e exercício pleno de direitos individuais e sociais aos portadores de deficiência, incluindo o direito ao trabalho. O Ministério das Cidades, pasta à qual o Contran está vinculado, não se manifestou ontem sobre a decisão.

Por causa de liminar de dezembro de 2007, depois de uma ação civil pública movida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal em São Paulo, o Contran já havia sido obrigado a publicar uma resolução em 2008 alterando proibições feitas anteriormente - que vedavam habilitação de pessoas com deficiência para as categorias profissionais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)"C", "D" e "E".

Em 1998, a Resolução 51 do Contran - órgão responsável por normatizar o trânsito no País - proibia "atividade remunerada ao condutor de veículos adaptados". Esse item tem de ser declarado, segundo a sentença de Vieira Santos, "ilegal e extirpado definitivamente do ordenamento jurídico brasileiro" - o Contran está proibido de restaurá-lo em outro ato administrativo, porque foi considerado inconstitucional no julgamento do mérito do processo.

A decisão judicial, portanto, garante ao portador de deficiência o direito de exercer a atividade remunerada na condução de veículos, respeitado o mesmo processo de emissão e renovação da CNH profissional pelo qual uma pessoa sem deficiência tem de passar.

Táxi
"Sou taxista há muito tempo e nunca vi uma pessoa com deficiência na praça. Se existe, não conheço", afirma Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, dando uma ideia da dificuldade de inserção do deficiente no mercado.

Fonte: O Estado de São Paulo

16 de jul de 2011

Aparelho ajudará cegos a identificarem ônibus em Volta Redonda

Um aparelho irá ajudar deficientes visuais a identificar os ônibus em Volta Redonda. A frota de transporte coletivo da cidade será equipada com um dispositivo que emite um aviso sonoro direcionado às pessoas com deficiência visual, que será ouvido em aparelhos que serão adquiridos pelos deficientes.

Segundo o Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) um total de 438 pessoas com deficiência visual - sendo 122 com cegueira total e 316 parcial - utilizam o transporte coletivo no município. Atualmente Volta Redonda possui uma frota de 200 ônibus.

O projeto de lei é de autoria do vereador Luis Cláudio da Silva, o Soró (DEM), e já foi sancionado pelo prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). De acordo com o Neto, promover a acessibilidade às pessoas com deficiência é um dever do poder público.

- Já estamos trabalhando para implantar o projeto e contamos com apoio total das empresas de ônibus. Tudo que for feito com o intuito da acessibilidade é muito bem vindo - disse o prefeito, ao destacar que o custo unitário do aparelho receptor é de R$ 600, com o transmissor custando R$200,00. O projeto é pioneiro na região e está em fase de testes.
O vereador Soró falou sobre a finalidade do projeto.

- O nosso objetivo é evitar constrangimentos e promover a acessibilidade, porque muitas vezes as pessoas com deficiência visual têm que depender de alguém para embarcar em um ônibus. Procuramos um meio de facilitar o dia a dia do deficiente visual e promover segurança - disse.

Ele também adiantou que outros projetos direcionados às pessoas deficientes estão sendo elaborados.

- Depois que criamos esse projeto de lei fomos procurados por diversas pessoas que nos deram várias sugestões, entre elas a implantação de sinais sonoros nos semáforos da cidade e um ônibus para transportá-las às universidades - informou Soró, ao destacar que já iniciou a elaboração dos projetos.

Paulo Afonso Paiva Arantes, presidente do Sindpass, disse que as empresas de transporte público do município estão disponíveis paras as adaptações necessárias.

- Estamos de acordo com tudo que for em benefício da pessoa deficiente - disse Paulo Afonso, ao destacar que aguarda comunicado da empresa responsável pela implantação dos equipamentos para dar início às adaptações.

A deficiente visual Maria Izabel Moreira da Fonseca, de 56 anos, disse que a iniciativa é muito importante para as pessoas com a deficiência.

- A gente sempre buscou melhorias em relação ao transporte coletivo, porque temos muitas dificuldades em embarcar nos ônibus, na maioria das vezes nos tornando dependentes de pessoas estranhas, o que é bastante constrangedor - disse.

Programa
O programa, que está sendo conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, permite aos deficientes visuais o acesso aos serviços de transporte público mediante anúncio sonoro. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jessé de Hollanda Cordeiro Júnior, o sistema será instalado por meio de parceria entre a prefeitura e a empresa Geraes Tecnologia.

Segundo ele, o sistema é composto por um aparelho receptor instalado nos ônibus e um transmissor que fica com o usuário. O passageiro memoriza no aparelho o código da linha. Ao chegar ao ponto de ônibus, seleciona a linha desejada e o aparelho emite ondas de baixa frequência com raio de 100 metros, possibilitando ao motorista receber sinal luminoso e sonoro e parar. Ao estacionar no ponto, uma gravação automática informa o número da linha repetidas vezes, até que o usuário embarque.

Projeto similar
Um projeto similar foi implantado em Niterói no mês de maio. Os deficientes visuais podem também identificar as linhas de ônibus através de um equipamento especial que foi montado nos pontos da cidade. O projeto-piloto começou em apenas uma linha de uma das empresas que circulam por um dos bairros da cidade.

Segundo estatística divulgada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários (Setrerj), cerca de dois mil deficientes audiovisuais usam o sistema de transporte coletivo em Niterói.

O projeto vai começar com quatro equipamentos que foram instados para testes nos pontos de ônibus da Linha 49, que circula por bairros das Zonas Sul e Norte de Niterói. Os aparelhos serão usados por pessoas que possuem cegueira total ou parcial.


Fonte: Diário do Vale

8 de jun de 2011

Acessibilidade em bibliotecas é tema de Ciclo de Debates na UFC

Com o objetivo de discutir e buscar soluções para o atendimento a cegos, surdos ou cadeirantes em uma biblioteca, a Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui realiza, nesta quinta-feira (09), às 9h30min, debate sobre "Bibliotecas acessíveis: conquistas e desafios".

Ler um livro, fazer pesquisa ou simplesmente conseguir atendimento em uma biblioteca são tarefas simples para a comunidade acadêmica, mas costumam gerar dificuldades para quem é cego, surdo ou cadeirante.

Aberto ao público e destinado, principalmente, a estudantes, professores e funcionários da área de Ciências da Informação, o encontro ocorre no Auditório da Biblioteca de Ciências Humanas (Área 1 do Centro de Humanidades, Benfica).

A proposta é identificar formas de tornar o conhecimento acessível na Universidade, através da digitalização de obras, traduções para o sistema Braile, adaptações físicas em balcões e prateleiras, entre outras ações.

Participam da mesa redonda a bibliotecária Deise Tallarico, da Universidade de Campinas (Unicamp); a bibliotecária da UFC Clemilda Santos, que tem deficiência física; e o estudante de Pedagogia da UFC André Luiz Gomes, que é cego.

O evento faz parte do III Ciclo de Debates UFC Inclui, que até novembro deste ano promove discussões sobre temas referentes à acessibilidade de pessoas com deficiência.

Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui, setor criado em 2010 para cuidar de políticas de inclusão desse público. A Secretaria funciona no andar térreo da Biblioteca de Ciências Humanas.
Fonte: Portal da UFC

31 de mai de 2011

Gente Eficiente

O Gente Eficiente é um programa que valoriza a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência, por meio de frentes de capacitação e contratação de profissionais com deficiência.

Visa a estimular a diversidade humana em nossa Instituição, promovendo a inclusão no mercado de trabalho e a igualdade de oportunidades.

Objetivos
Além da contratação de profissionais com deficiência, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein SBIBAE também investe na capacitação destes profissionais. Por isso, em 2008, desenvolveu cursos e treinamentos específicos para o profissional deficiente, com o objetivo de capacitá-los para o mercado de trabalho na área da saúde e, posteriormente, contratá-los.

Todos os cursos e treinamentos são gratuitos e realizados pela equipe de profissionais (médicos, enfermeiros e professores da Faculdade de Enfermagem e Escola Técnica Albert Einstein).

Aproximadamente 40 profissionais já foram capacitados em cursos como Copeiro Hospitalar, Atendimento ao Cliente e formação no Ensino Médio. Deste total, 60% foram contratados pela Instituição.

O programa de capacitação profissional conta com três frentes de atuação:

Formação no Ensino Médio, visto que a educação básica é critério de escolha na maioria dos processos seletivos. Este curso está disponível tanto para os profissionais deficientes já atuantes no Einstein quanto para o público externo;
Cursos profissionalizantes de curta duração, para profissionais que já possuem o ensino médio completo, em diversas áreas;
Apoio financeiro para cursos técnicos e de graduação para os funcionários Einstein com deficiência.


Para mais informações:
Ligue: (11) 2151-7437
genteeficiente@einstein.br

Fonte: Albert Einstein