28 de jul de 2011

iPad ajuda pessoas com deficiência de desenvolvimento

Noah Rahman é um garoto que possui paralisia cerebral moderada. Essa deficiência faz com que sua maneira de se comunicar e seus movimentos superiores e inferiores de seu corpo sejam afetados. Aos dois anos de idade sua maneira de falar e suas habilidades motoras e cognitivas foram diagnosticadas por um especialista como se ele estivesse um ano atrasado em relação às outras crianças. Neste mesmo ano o garoto ganhou um iPad e, a partir daí esse diagnóstico passou a mudar.

Quatro meses depois sua linguagem e cognição já se encontravam de acordo com o nível de sua faixa etária e suas habilidades motoras apresentaram avanços.

Hoje Noah está com três anos de idade. Ele passa de uma a duas horas por dia com seu iPad. De acordo com o que informa o site Mashable, o garoto utiliza aplicativos de leitura e escrita em três idiomas: árabe, inglês e espanhol. No próximo outono ele passará a frequentar uma sala de aula para crianças de cinco anos. Seu pai, Sami Rahman é co-fundador de uma comunidade de pais, terapeutas e educadores, a SNAapps4Kids. Seus membros, usuários de iPhones, iPods touch, iPads e Androids compartilham experiências e informações sobre como ajudar crianças com necessidades especiais.

A comunidade acredita que dispositivos como estes são a nova tendência para auxiliar essas pessoas, principalmente o iPad, que já possui cerca de 40 mil aplicativos dedicados a pessoas com as mesmas dificuldades de Noah.

Já Michelle Diament, co-fundadora da agência de notícias Disability Scoop, voltada para a publicação de informações sobre deficiências de desenvolvimento, afirma que essas pessoas se sentem mais incluídas socialmente também, já que hoje esses dispositivos passaram a ser adotados por uma grande parte da população.
Fonte: Digerati
Foto: Reprodução:Mashable
Texto: Andréia Regeni

20 de jul de 2011

Pessoas com Deficiência poderão trabalhar como motorista

O juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10.ª Vara Cível de São Paulo, liberou que pessoas com deficiência física trabalhem como condutores de veículos no País. A sentença permite que eles possam obter habilitação para dirigir veículos destinados a transporte de carga, de passageiros e veículos conjugados - caminhões, vans, micro-ônibus, ônibus, carretas e trailers, por exemplo.

A sentença, proferida no dia 8, proíbe o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de fazer qualquer restrição aos portadores de deficiência em relação a atividades remuneradas na direção de veículo automotor. Como base para a decisão, o juiz federal evocou princípios constitucionais que garantem a igualdade de tratamento e exercício pleno de direitos individuais e sociais aos portadores de deficiência, incluindo o direito ao trabalho. O Ministério das Cidades, pasta à qual o Contran está vinculado, não se manifestou ontem sobre a decisão.

Por causa de liminar de dezembro de 2007, depois de uma ação civil pública movida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal em São Paulo, o Contran já havia sido obrigado a publicar uma resolução em 2008 alterando proibições feitas anteriormente - que vedavam habilitação de pessoas com deficiência para as categorias profissionais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)"C", "D" e "E".

Em 1998, a Resolução 51 do Contran - órgão responsável por normatizar o trânsito no País - proibia "atividade remunerada ao condutor de veículos adaptados". Esse item tem de ser declarado, segundo a sentença de Vieira Santos, "ilegal e extirpado definitivamente do ordenamento jurídico brasileiro" - o Contran está proibido de restaurá-lo em outro ato administrativo, porque foi considerado inconstitucional no julgamento do mérito do processo.

A decisão judicial, portanto, garante ao portador de deficiência o direito de exercer a atividade remunerada na condução de veículos, respeitado o mesmo processo de emissão e renovação da CNH profissional pelo qual uma pessoa sem deficiência tem de passar.

Táxi
"Sou taxista há muito tempo e nunca vi uma pessoa com deficiência na praça. Se existe, não conheço", afirma Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, dando uma ideia da dificuldade de inserção do deficiente no mercado.

Fonte: O Estado de São Paulo

16 de jul de 2011

Aparelho ajudará cegos a identificarem ônibus em Volta Redonda

Um aparelho irá ajudar deficientes visuais a identificar os ônibus em Volta Redonda. A frota de transporte coletivo da cidade será equipada com um dispositivo que emite um aviso sonoro direcionado às pessoas com deficiência visual, que será ouvido em aparelhos que serão adquiridos pelos deficientes.

Segundo o Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) um total de 438 pessoas com deficiência visual - sendo 122 com cegueira total e 316 parcial - utilizam o transporte coletivo no município. Atualmente Volta Redonda possui uma frota de 200 ônibus.

O projeto de lei é de autoria do vereador Luis Cláudio da Silva, o Soró (DEM), e já foi sancionado pelo prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). De acordo com o Neto, promover a acessibilidade às pessoas com deficiência é um dever do poder público.

- Já estamos trabalhando para implantar o projeto e contamos com apoio total das empresas de ônibus. Tudo que for feito com o intuito da acessibilidade é muito bem vindo - disse o prefeito, ao destacar que o custo unitário do aparelho receptor é de R$ 600, com o transmissor custando R$200,00. O projeto é pioneiro na região e está em fase de testes.
O vereador Soró falou sobre a finalidade do projeto.

- O nosso objetivo é evitar constrangimentos e promover a acessibilidade, porque muitas vezes as pessoas com deficiência visual têm que depender de alguém para embarcar em um ônibus. Procuramos um meio de facilitar o dia a dia do deficiente visual e promover segurança - disse.

Ele também adiantou que outros projetos direcionados às pessoas deficientes estão sendo elaborados.

- Depois que criamos esse projeto de lei fomos procurados por diversas pessoas que nos deram várias sugestões, entre elas a implantação de sinais sonoros nos semáforos da cidade e um ônibus para transportá-las às universidades - informou Soró, ao destacar que já iniciou a elaboração dos projetos.

Paulo Afonso Paiva Arantes, presidente do Sindpass, disse que as empresas de transporte público do município estão disponíveis paras as adaptações necessárias.

- Estamos de acordo com tudo que for em benefício da pessoa deficiente - disse Paulo Afonso, ao destacar que aguarda comunicado da empresa responsável pela implantação dos equipamentos para dar início às adaptações.

A deficiente visual Maria Izabel Moreira da Fonseca, de 56 anos, disse que a iniciativa é muito importante para as pessoas com a deficiência.

- A gente sempre buscou melhorias em relação ao transporte coletivo, porque temos muitas dificuldades em embarcar nos ônibus, na maioria das vezes nos tornando dependentes de pessoas estranhas, o que é bastante constrangedor - disse.

Programa
O programa, que está sendo conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, permite aos deficientes visuais o acesso aos serviços de transporte público mediante anúncio sonoro. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jessé de Hollanda Cordeiro Júnior, o sistema será instalado por meio de parceria entre a prefeitura e a empresa Geraes Tecnologia.

Segundo ele, o sistema é composto por um aparelho receptor instalado nos ônibus e um transmissor que fica com o usuário. O passageiro memoriza no aparelho o código da linha. Ao chegar ao ponto de ônibus, seleciona a linha desejada e o aparelho emite ondas de baixa frequência com raio de 100 metros, possibilitando ao motorista receber sinal luminoso e sonoro e parar. Ao estacionar no ponto, uma gravação automática informa o número da linha repetidas vezes, até que o usuário embarque.

Projeto similar
Um projeto similar foi implantado em Niterói no mês de maio. Os deficientes visuais podem também identificar as linhas de ônibus através de um equipamento especial que foi montado nos pontos da cidade. O projeto-piloto começou em apenas uma linha de uma das empresas que circulam por um dos bairros da cidade.

Segundo estatística divulgada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários (Setrerj), cerca de dois mil deficientes audiovisuais usam o sistema de transporte coletivo em Niterói.

O projeto vai começar com quatro equipamentos que foram instados para testes nos pontos de ônibus da Linha 49, que circula por bairros das Zonas Sul e Norte de Niterói. Os aparelhos serão usados por pessoas que possuem cegueira total ou parcial.


Fonte: Diário do Vale