23 de ago de 2011

Hospital Albert Einstein - Boa iniciativa!

Os canais do Hospital Albert Einstein tem oferecido a melhor informação sobre saúde e bem-estar nas redes. Em mais essa animação, confira dicas de como ajudar um cadeirante, como se comunicar com uma pessoa surda ou cega e ajude a garantir a igualdade de oportunidades.

http://www.youtube.com/watch?v=x68-nhx8WZ8

16 de ago de 2011

APAE DE SÃO PAULO PROMOVE CAPACITAÇÃO DO PROJETO TODOS PELOS DIREITOS EM JUNDIAÍ



A APAE DE SÃO PAULO promove nesta sexta-feira (19), em Jundiaí, a capacitação dos agentes locais para fortalecer a rede de proteção nos 46 municípios envolvidos no projeto “Todos Pelos Direitos: Deficiência Intelectual, cidadania e combate à violência”.



Idealizado pela APAE DE SÃO PAULO, com patrocínio da Petrobras, o projeto foi criado para fortalecer a rede de proteção à criança e ao adolescente com deficiência no Estado de São Paulo, prevenindo e enfrentando as ações de violência física e moral sofridas por essa população, bem como violações dos direitos associados. Segundo o Censo 2000, 14,5% da população do Estado apresentam algum tipo de deficiência, sendo o grupo de crianças e adolescentes o mais vulnerável pela fragilidade físico-emocional, tornando-se alvo frequente da violência. Ao todo, foram ouvidos cerca de 1 mil profissionais multidisciplinares das áreas de saúde, educação e assistência social, entre conselheiros tutelares e representantes de órgãos como Conselho Municipal da Pessoa Com Deficiência, Vara da Infância e Juventude e Segurança Pública, além de agentes das APAEs locais e demais ONGs.

A iniciativa tem como objetivo central capacitar os potenciais multiplicadores da rede de proteção, contemplando ações de sensibilização e de intervenções destinadas às necessidades locais dos municípios envolvidos. Em Jundiaí, o seminário de capacitação será realizado no Auditório Elis Regina, localizado no Complexo Argos, das 8h às 17h, com a presença de palestrantes convidados que irão abordar os temas da deficiência intelectual e do sistema de defesa e garantia de direitos.

Para a coordenadora do serviço de Defesa e Garantia de Direitos da Pessoa com Deficiência Intelectual da APAE DE SÃO PAULO, Marilena Ardore, a relevância do projeto se dá na capacitação dos profissionais locais que atuam com crianças e jovens, para detectar a violência, pois muitas vezes a pessoa com deficiência relata os casos sofridos, mas não é ouvida. “Sensibilizando esses atores sociais para as especificidades da Deficiência Intelectual e fortalecendo a rede, conseguiremos fazer com que as práticas de prevenção e de encaminhamentos dos casos de violência contra crianças e adolescentes sejam melhor gerenciadas” explica.

Aberto ao público, o evento contará com palestras sobre deficiência intelectual e violência, além de oficinas temáticas. No período da manhã, das 9h30 às 11h, a questão da deficiência será abordada pela neuropediatra Anna Elisa Scottoni Mendes, do Hospital Municipal Dr. Mario Gatti e da APAE-Campinas. Na sequência, das 11h às 12h45, o psicólogo Marcelo Moreira Neumann, Mestre em Psicologia Social, Doutor em Serviço Social pela PUC-SP e consultor do Projeto Todos Pelos Direitos, abordará a questão da violência sofrida pela pessoa com deficiência intelectual. No período da tarde, a partir das 14h, estão programadas oficinas temáticas sobre a importância do trabalho em rede na defesa e a garantia dos direitos de pessoas com Deficiência Intelectual.

Sobre o Projeto Todos Pelos Direitos
Durante dois meses, a Organização aplicou cerca de mil questionários em agentes locais, como conselheiros tutelares e representantes de alguns órgãos, como Conselho Municipal da Pessoa Com Deficiência; profissionais das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social; Vara da Infância e Juventude e Segurança Pública, além de agentes das APAEs locais, em cada um dos municípios visitados, para conhecer a rede de proteção. Após reunir esses dados, a APAE DE SÃO PAULO realizará capacitações com esses potenciais multiplicadores, além de ações de sensibilização e intervenções destinadas às necessidades locais.

Como passo seguinte, a APAE DE SÃO PAULO planeja manter a integração e a comunicação entre os profissionais e serviços que atuam na rede de proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes com Deficiência Intelectual. Além disso, a Organização irá disseminar para a sociedade o contato compilado nas práticas do projeto.

No final de 2012, será realizado um encontro, aberto ao público, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, para fechar o projeto. Na ocasião, será lançada uma publicação com conteúdo das capacitações, dados levantados e manuais de cada tipologia segundo os indicadores investigados.

Entenda o que é Deficiência Intelectual
A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AAIDD), caracteriza-se por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, expresso nas habilidades práticas, sociais e conceituais, originando-se antes dos 18 anos de idade.

No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem. A Deficiência Intelectual é resultado, quase sempre, de uma alteração no desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação, problemas no parto ou na vida após o nascimento. Um dos maiores desafios enfrentados pelos pesquisadores da área é que em grande parte dos casos estudados essa alteração não tem uma causa conhecida ou identificada.

Direitos e Benefícios
A pessoa com Deficiência Intelectual tem os mesmos direitos que todos os outros cidadãos, assegurados pela Constituição Federal do nosso país: direito à vida, liberdade, igualdade, não discriminação, segurança, propriedade, educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, previdência e assistência social, entre outros. E também alguns direitos específicos, que são fundamentais para garantir as diferenciações necessárias para que tenham as mesmas oportunidades que qualquer outra pessoa. Esses direitos dizem respeito a reserva de vagas para pessoas com deficiência nas empresas que tem acima de 100 funcionários; gratuidade no sistema de transporte público municipal e intermunicipal, inclusive para o acompanhante; entre outros.

Sobre a APAE DE SÃO PAULO
A APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da sociedade civil sem fins lucrativos, referência na prevenção e na melhor qualidade de vida da pessoa com Deficiência Intelectual. Há 50 anos, atua em todas as fases da vida, da infância ao processo de envelhecimento. Pioneira em introduzir o Teste do Pezinho no Brasil, a Organização possui o maior laboratório do País especializado na área e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal. Desde a implementação do exame, já foram realizados mais de 13 milhões de testes em bebês brasileiros.

Ainda como prevenção da Deficiência Intelectual, a Organização promove e apóia pesquisas, investe em desenvolvimento tecnológico, produz e difunde conhecimento científico. Além disso, promove a inclusão social da pessoa com Deficiência Intelectual estimulando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam e escolaridade e a vida produtiva laboral, bem como, oferecendo atendimento jurídico aos atendidos e familiares acerca dos direitos e deveres da pessoa com deficiência. Para conhecer mais sobre a APAE DE SÃO PAULO, acesse o site www.apaesp.org.br, ou entre contato por email atendimento@apaesp.org.br ou por telefone, no número (11) 5080-7123.

Serviço
Seminário de Capacitação “Todos pelos Direitos: Deficiência Intelectual, cidadania e combate à violência”
Data: 19 de agosto de 2011
Horário: 8h às 17h
Local: Auditório Elis Regina – Complexo Argos (Av. Dr. Cavalcanti, 396 – Centro - Jundiaí, SP)

13 de ago de 2011

CMAC TEM BIBLIOTECA COM LIVROS EM BRAILLE

“Hoje o deficiente visual só não se informa se não quiser”, afirma a instrutora de informática do CMAC (Centro Municipal de Atendimento à Pessoa Deficiente Visual), Adriana Cozza, ao falar sobre a quantidade de material informativo disponível para esse público. Revistas, livros, softwares são alguns dos exemplos.

Segundo ela, é possível navegar pela internet, fazer pesquisas, estudar, ler ou apenas se divertir. Há programas gratuitos e pagos para instalação no computador que dá voz a tudo que é projetado na tela do monitor guiando o usuário deficiente visual.

As pessoas que estudam no CMAC podem ter acesso a esse mundo de conhecimento por meio da biblioteca e do laboratório de informática. Keli Menezes Vieira, responsável pela biblioteca, conta que a unidade possui cerca de 200 volumes de livros em braille e áudio, além de revistas em braille que trazem uma coletânea das reportagens publicadas nas revistas a tinta de grande circulação. Todo o material está catalogado e armazenado em prateleiras com indicações em braille para facilitar a localização. O trabalho foi realizado por Keli com a ajuda de Adriana e Daiane.

Keli conta que a biblioteca tem tudo, desde clássicos como a trilogia O tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, como sucessos atuais como Harry Potter, Crepúsculo, 1808, Código da Vinci, entre outros. A diferença é que a escrita em braille é mais volumosa o que dificulta o transporte dos livros.

Segundo Adriana, O Tempo e o Vento, escrito em três volumes, na tradução braille tem mais de 70 volumes. O Código da Vinci tem 13 e 1808, 20 volumes. Mas isso não impede o acesso e a leitura. Quem tem interesse sempre dá um jeitinho.

Keli explica que os iniciantes em braille utilizam os livros infantis, que são mais curtos, têm menos volume e são escritos em apenas um lado da página o que facilita o tato. Já os leitores mais experientes fazem qualquer tipo de leitura. Os inexperientes, ou seja, que não sabem escrever ou ler em braille, podem fazer uso dos livros em áudio.

Segundo Keli, o tempo de aprendizagem de braille depende de cada um, de seu esforço e dedicação. Ela, que ficou cega há dois anos, aprendeu a ler e escrever em braille em apenas um ano. Conforme ela, quanto mais se treina mais agilidade ganha. “Antes eu via o símbolo da letra, agora eu sinto”, diz.

Adriana explica que os livros são doados pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. Nesta semana, a Fundação Dorina doou cinco CDs de livros em áudio para a Biblioteca Municipal. A doação foi feita por meio do projeto “Ler sem Ver” que por meio do patrocínio da White Martins produziu e distribuiu 4.500 livros infantis, infanto-juvenis, clássicos e best-sellers atuais em formatos acessíveis para bibliotecas e salas de leitura da capital e do interior.

A Secretaria de Estado da Educação também anunciou investimento de R$ 1 milhão na produção de 13,7 mil exemplares em braille, realizada pela Fundação Dorina Nowill. Desses 7.300 exemplares foram entregues no primeiro semestre deste ano e 6.400 volumes serão distribuídos neste semestre.
Fonte: JC Jornalcidade
Texto: Ednéia Silva